Eleições 2014
Mauro Campos declara apoio à Lúdio e cobra definição do PT
Ele cobra celeridade na definição de um nome da sigla para a disputa, temendo que ocorra outro racha semelhante ao ocorrido em 2010
10 de Março de 2014, 10h40

O vereador rondonopolitano Mauro Campos (PT), à exemplo do que já fizeram os diretórios petistas das cidade de Jaciara e Várzea Grande, resolveu se antecipar à direção estadual da legenda e também declarou seu apoio à pré-candidatura à governador do médico e ex-vereador Lúdio Cabral, que encara um disputa interna com o juiz federal Julier Sebastião, que ainda sequer se filiou ao partido. Ele cobra celeridade na definição de um nome da sigla para a disputa, temendo que ocorra outro racha semelhante ao ocorrido em 2010, quando os grupos da ex-senadora Serys Marli (hoje no PTB) e do ex-deputado federal Carlos Abicalil se engalfinharam em uma luta interna que por pouco não deixou o partido sem representantes parlamentares estaduais ou federais.
"Eu fico com o Lúdio, por que ele está efetivamente filiado ao partido e já conta com o apoio de vários partidos aliados. Do outro lado, temos a situação do juiz Julier, que nem é filiado ao PT. Nada contra o juiz, ao contrário, mas a única chance que eu vejo de o PT ganhar a eleição aqui no Mato Grosso é com o nome do companheiro Lúdio, que inclusive já vem trabalhando seu nome", declarou Campos.
Anunciado como o plano A do PT, o juiz federal Julier Sebastião da Silva tem a garantia de reserva de vaga até o dia 25 de março, prazo dado pela da direção estadual petista para que ele se desincompatibilize do cargo e se filie à legenda. Com a filiação, Julier estaria apto à disputa, para então ser confirmado como candidato da legenda.
Mas, caso não obtenha o apoio da maioria do diretório estadual, os nomes terão que ser submetidos à uma prévia interna, o que, no entender do vereador, poderia reacender os ânimos e novamente provocar um racha no partido. "Mas isso não impede que o companheiro Lúdio comece o seu trabalho e para mim está muito claro que o nome dele é o que tem melhores condições de representar o partido. Eu prevejo que ele tem pelo menos dois terços dos membros do diretório estadual e, como Rondonópolis é o terceiro maior colégio eleitoral do estado, eu entendo que não podemos ficar para trás nesse momento. Nós temos que nos apressar e colocar logo o nosso apoio, para A ou para B", declarou.
Para Mauro Campos, a indefinição petista só serve para fortalecer os adversários dos governistas, que já estão há tempos em campanha. "Isso prejudica o partido e já vivemos essa cena. É só puxar pela memória. Não consigo entender como, com nove partidos da base aliada da Dilma (Rousseff) sinalizando apoio o Lúdio, nós ainda estarmos discutindo se vamos lançá-lo ou não. Nós estamos atrasados, já devíamos estar circulando os municípios e discutindo o apoio dos companheiros para a nossa candidatura. Essa insegurança é perigosa para o partido', concluiu o vereador.
Além do PT, o bloco governista é composto também pelo PMDB, PR, PSD, PP, PROS e alguns partidos menores.