PACIENTES DO SUS

Instituições se unem para criar consórcio intermunicipal de compra de medicamentos

Por meio do consórcio, a expectativa é conseguir uma economia de até 70% na aquisição de medicamentos e insumos de saúde.

por GazetaMT

10 de Abril de 2017, 07h23

Instituições se unem para criar consórcio intermunicipal de compra de medicamentos
Instituições se unem para criar consórcio intermunicipal de compra de medicamentos

O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, reuniu-se na última semana com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Antonio Joaquim, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga e o representante da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Wagner Simplício, para analisar o termo de cooperação técnica que tem o objetivo de criar um consórcio intermunicipal de saúde, com a finalidade específica de comprar e distribuir medicamentos para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Por meio do consórcio, que fará uma espécie de "compra coletiva", a expectativa é conseguir uma economia de até 70% na aquisição de medicamentos e insumos de saúde. O consórcio busca a adesão dos 141 municípios mato-grossenses, quanto mais prefeituras comprando, menor o custo.

"Não tem como oferecer saúde de qualidade para o cidadão, sem melhorar a gestão dos recursos destinados à saúde. A proposta do consórcio intermunicipal é adquirir medicamentos, equipamentos e materiais hospitalares, em grande quantidade, usando a chamada economia de escala. Se o Estado e municípios comprarem juntos conseguiremos reduzir o custo, porque o volume de medicamentos e insumos será maior. É dentro desta ótica que estamos unindo esforços para que este projeto seja colocado em prática. Já visitamos o Consórcio Paraná, que funciona há 19 anos com muito sucesso, e estamos formatando a modelagem do consórcio que queremos implantar aqui em Mato Grosso", ressaltou o procurador-geral de Justiça.

O presidente da AL/MT, Eduardo Botelho, parabenizou tanto o Ministério Público, quanto o Tribunal de Contas pela proposta. "Na iniciativa privada o sistema de consórcios é muito usado, porque gera economia. Se é bom para o setor privado, porque não implantar no serviço público, onde temos que ter maior zelo ainda pelo dinheiro do cidadão? É algo inédito no Estado e tenho certeza que reduzirá o custo e acabará com a falta de medicamentos em Mato Grosso, algo que é uma constante".

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Antonio Joaquim, relembrou que quando tomou posse, no dia 6 de março, o procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, destacou a saúde como sendo uma de suas bandeiras de defesa à frente do MPE. "No dia seguinte à sua posse ele me procurou para falarmos sobre o assunto. Fomos ao Paraná, onde o modelo de consórcio de saúde funciona como um relógio suíço, Lá eles conseguiram diminuir o custo na aquisição dos medicamentos em 70%. Acabou o desabastecimento. Trouxemos a proposta ao presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, que de pronto abraçou a proposta e hoje estamos aqui para discutirmos o termo de cooperação. A ideia é que este termo seja aprimorado para que até o dia 20 possa ser assinado por todos os parceiros.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, que também foi ao Paraná conhecer de perto como funciona o consórcio, disse ter certeza que este modelo de compra coletiva vai baratear os custos de maneira significativa, "além de evitar a possibilidade de algum ato ilícito, que pode acontecer em processos licitatórios. Ou seja, tem vantagens múltiplas. É uma iniciativa histórica com a participação e envolvimento dos poderes".

"Quero agradecer o doutor Mauro Curvo, que foi aquele que trabalhou esta proposta e apresentou com entusiasmo ao secretário Luiz Soares, ao ser esta proposta abraçada por todos os poderes, torna-se uma proposta de Estado, o que é muito importante. É uma maneira do recurso público chegar até o cidadão, aquele que está lá na ponta precisando de um medicamento", finalizou o representante da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Wagner Simplício.