SENADO

PEC acaba com 11% de taxa cobrada por bancos para destinação de recursos a municípios

Matéria integra pauta prioritária do movimento municipalista brasileiro e agora será apreciada pela Câmara dos Deputados

por De Rondonópolis - Robson Morais

10 de Abril de 2019, 14h01

PEC acaba com 11% de taxa cobrada por bancos para destinação de recursos a municípios
PEC acaba com 11% de taxa cobrada por bancos para destinação de recursos a municípios

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 9, a Proposta de Emenda Constitucional 61/2015, que permite a transferência direta de recursos federais para Estados e municípios, por meio de emendas parlamentares individuais ao Orçamento. A matéria integra a extensa pauta prioritária do movimento municipalista brasileiro e agora será apreciada pela Câmara dos Deputados.

Com esse novo modelo, os repasses das emendas impositivas poderão ser feitos sem a necessidade de convênio com órgão intermediário. Ao mesmo tempo, os valores correspondentes a 11% deixam de ficar com os bancos - Caixa e Banco do Brasil - cobrados a título de taxa de administração.

A medida procura colocar fim a excessiva burocracia no momento da liberação dos recursos. De acordo com o projeto aprovado, a transferência poderá ser de dois tipos: como doação, quando um parlamentar apenas encaminhar uma quantidade para que o Governo ou a Prefeitura use como preferir; ou com finalidade definida, quando a verba vai "carimbada" pelo congressista para um uso específico no destino.

A aprovação da PEC 61 coincidiu com a XXII Marcha do Prefeitos a Brasília, que se realiza em Brasília anualmente e reúne nesta semana em torno de 10 mil municipalistas, como prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, líderes de entidades de defesa dos municípios, entre outros. Nesta quarta-feira, 10, Fagundes presidiu

 uma mesa de debates que tratou de vários temas ligados à defesa do movimento, versando, sobretudo, na necessidade de implementação de um conjunto de medidas visando reequilibrar o Pacto Federativo.

Um dos aspectos intensamente debatidos pelos parlamentares na sessão que aprovou a PEC 61 diz respeito à fiscalização da aplicação dos recursos, controlados pelos bancos através de convênio. Segundo a decisão, a fiscalização da correta aplicação dos recursos segue sendo dos tribunais de contas e do poder legislativo.