AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Ex-defensor público deverá explicar suspeita de desvio de R$ 3 milhões

André Prieto é acusado pelo Ministério Público de corrupção enquanto chefiou a Defensoria Pública de MT

por Estevan de Melo, de Cuiabá

10 de Abril de 2020, 13h47

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Divulgação

O juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular, Bruno D’ Oliveira Marques, determinou que o ex-defensor público geral do Estado, André Prieto, responda em 10 dias questionamentos a respeito de um suposto desvio dos cofres públicos no valor de R$ 3,2 milhões. A decisão foi dada no dia 2 de abril e publicada no Diário da Justiça nesta sexta-feira (10).

Existem suspeitas de desvios na ordem de R$ 232.377,05 e de um saque indevido das contas da Defensoria Pública no valor de R$ 1,6 milhão no mês de julho de 2012. Prieto deverá responder se, de fato, o montante de R$ 1,315 milhão foi destinado a folha de pagamento salarial dos servidores públicos da instituição.

No mesmo prazo de 10 dias, o Ministério Público e o ex-Defensor Público Geral André Prieto deverão informar as provas que pretendem produzir nos autos da ação civil pública. A partir do encerramento do prazo, o processo será remetido à conclusão para julgamento.

Por conta das diversas acusações de corrupção, André Luiz Prieto perdeu o cargo de defensor público e foi desligado do serviço público em consequência de uma punição sofrida em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).