CASOS DE MOTÉIS
Supostamente drogado, coronel da PM tenta abusar de `novinho´ e ainda perde arma para a vítima
O rapaz contou que, dentro do veículo, o coronel começou a passar a mão na perna dele e em seu órgão genital e praticou sexo oral, com o carro em movimento. O jovem alega ter sido levado contra a vontade para um motel.
10 de Abril de 2022, 09h03
O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi detido após ser flagrado com um jovem, de 21 anos, dentro de um motel. Ele foi autuado por estupro. O `novinho´ também foi preso por usar a arma do policial para efetuar diversos disparos dentro do estabelecimento. Em depoimento à Polícia Civil do DF (PCDF), o rapaz afirmou que foi vítima de violência sexual.
Conforme o jovem, ele voltava para casa a pé quando foi abordado pelo coronel. O policial teria oferecido uma carona e o convidado para usarem drogas juntos. Já dentro do carro, o homem mais novo teria percebido que Edilson estava armado e diz que o policial o ameaçou e coagiu a fazer sexo com ele.
Além disso, o rapaz contou que, dentro do veículo, o coronel começou a passar a mão na sua perna e em seu órgão genital e praticou sexo oral, com o carro em movimento. O jovem alega ter sido levado contra a vontade para um motel, após os dois terem consumido os entorpecentes.
Ainda conforme o relato, o jovem disse que somente aceitou entrar no motel porque se sentiu ameaçado pelo coronel, que teria colocado a arma em sua cabeça. No quarto da hospedagem, eles usaram a banheira e chegaram a abrir uma camisinha, mas ambos negam ter havido penetração.
O jovem disse que efetuou os disparos com a arma do oficial após ser impedido de deixar as dependências do local, já nesta manhã. Em conversa com os policiais civis que atenderam a ocorrência, o rapaz mencionou que após consumirem drogas no motel, os dois se desentenderam. Após a discussão, Wendell trancou o coronel da PM dentro da suíte e tentou sair do estabelecimento com o carro e a arma do oficial. Ninguém ficou ferido.
O policial confirma a versão do rapaz, mas nega que os atos sexuais tenham sido forçados. Segundo o coronel, tanto o sexo oral praticado por ele quanto pelo rapaz foram consentidos.
Ambos foram presos: o coronel por estupro e o jovem por disparo de arma de fogo.