BANCADA NO SENADO
Medeiros e Maggi atacam presidente interino da Câmara e apoiam Calheiros. Fagundes não se pronuncia
10 de Maio de 2016, 10h24
Dos três senadores que compõem a bancada de Mato Grosso no Senado Federal, José Medeiros (PSD) e Blairo Maggi (PR) não pouparam críticas à decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP -MA) que anulou a sessão da Casa realizada entre os dias 15 e 18 de abril, dando por barrada a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). O terceiro parlamentar deste bloco, Wellington Fagundes (PR), não se pronunciou.
No momento da decisão e rebote no Senado, Fagundes estava acompanhado de Dilma. Horas após a repercussão da decisão de Maranhão, o senador comemorou em sua página na internet a assinatura da presidente da República que concretiza a criação da Universidade Federal do Cerrado (Ufcer).
Focados no impeachment, Medeiros e Maggi também utilizaram a internet. Em um vídeo, o social democrático classificou a decisão do presidente interino da Câmara como soco no estômago. "Pela manhã o povo brasileiro levou um verdadeiro soco no estômago. Uma decisão intempestiva, uma decisão sem qualquer base política ou jurídica. O presidente interino da Câmara Waldir Maranhão tomou todos de surpresa e simplesmente, numa canetada, anulou a sessão do dia 17 em que 367 deputados se pronunciaram em favor da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma", disse.
O senador frisou, ainda, reconhecer e apoiar a decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB -AL), que optou por não acatar o pedido de devolução do processo hoje em tramitação na Casa à Câmara. O processo segue. "Mas agora a tarde (segunda-feira, 9) o Senado, de forma muito serena e apropriada, por meio do presidente Renan Calheiros decidiu por não acatar a medida e segue o processo, segue o rito conforme tinha sido estabelecido".
Blairo Maggi disse ter confiança no Superior Tribunal Federal (STF) para a derrubada da decisão de Waldir Maranhão. Na análise do parlamentar, a anulação não será acatada. A Comissão do Impeachment no Senado explica que a decisão de Maranhão não deverá influenciar na votação que está marcada para esta quarta (11). Nessa linha, Blairo também acredita na manutenção da data. "Vai ter que derrubar. Com certeza vamos votar", sustenta.