OPERAÇÃO SEVEN
Por outro esquema, MPE bloqueia R$ 14 milhões de Silval e outros 7
Investigação aponta superfaturamento na compra de área rural em 2014
10 de Maio de 2017, 08h16
O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa -PMDB, preso há dois anos, e outros sete acusados por corrupção tiveram os bens bloqueados pela Justiça, um total de R$ 14 milhões. A medida foi tomada pelo Ministério Público do Estado, em cumprimento a mais uma etapa da Operação Seven.
As investigações são de suposta fraude e superfaturamento na compra de terras na região do Lago do Manso. Segundo o MPE, ao todo, 727 hectares de uma área rural teriam sido readquiridos mesmo já pertencendo ao Estado no valor de R$ 7 milhões em 2014. Nesta negociação, afirma a denúncia, teria ocorrido o esquema, com superfaturamento de até R$ 4 mihões.
Além de Silval, o bloqueio também atinge as contas e bens dos acusados: os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf e Arnaldo Alves; o ex-secretário-adjunto de Administração, José de Jesus Nunes Cordeiro; o servidor público Francisval Akerley da Costa; o empresário e médico Filinto Correa da Costa e seu filho, o advogado João Celestino Correa da Costa Neto; e o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima.
"Em sede de cognição não exauriente, percebe-se que a existência do fumus boni iuris restou devidamente demonstrada, consoante delineado na narrativa individualizada da conduta dos réus e extraído da análise dos documentos que acompanha a exordial, cuja conclusão apresenta indícios suficientes ao reconhecimento do requisito em análise, com especial destaque para a documentação oriunda do Inquérito Civil Público e do Procedimento Investigatório Criminal, ambos instaurados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso com substrato para a apuração para fins de investigação do Decreto Estadual que promoveu a recategorização do Parque Estadual das Águas do Cuiabá para Estação Ecológica e acresceu a tal área o montante de 727,9314 hectares de titularidade e o segundo para apurar eventuais condutas de lavagem e/ou ocultação dos valores supostamente desviados e os respectivos destinatários", diz trecho da decisão.
Desde 2015, Barbosa segue preso acusado de participação em outro esquema, investigado pela Operação Sodoma, da Polícia Civil do Estado, que apura esquema de fraudes à licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas no Estado.