“FALIDA”
DCE da UFR publica manifesto em repúdio a cortes de Bolsonaro
Acadêmicos denunciam perda de R$ 34 milhões com nova medida; antigos atrasos no pagamento de bolsas estudantis já ocorriam
10 de Maio de 2019, 09h09
Um manifesto em repúdio ao corte de 30% no orçamento das universidades públicas do país, anunciado pelo governo Bolsonaro na última semana, foi publicado hoje pelo Diretório Central dos Estudantes -DCE da Universidade Federal de Rondonópolis. Em uma imagem que acompanha o post, segue escrito no topo: "Universidade Falida de Rondonópolis".
A unidade recém emancipada da Universidade Federal de Mato Grosso -UFMT já sofria com atrasos nos repasses de bolsas e demais auxílios aos estudantes federais. Agora, o novo corte inclui por igual as duas instituições de ensino públicas do Estado. Ao todo, o Ministério da Educação promoveu cortes que somam R$ 5,83 bilhões de reais na Pasta.
O documento é assinado pelo DCE. "Tal corte afeta, inclusive, o custeio de água, luz, serviços de limpeza e segurança. São serviços essenciais para que a Universidade não feche suas portas - e ficam ameaçados".
Abaixo trechos da nota:
Manifestamos profundo repúdio ao corte de 30% no orçamento da UFMT, anunciado pelo governo Bolsonaro esta semana. Com a medida, a UFMT perde 34 milhões de reais.
Em nota, a reitora da UFMT Myrian Serra chamou o corte de um ataque. Diz: "é uma agressão frontal a qualquer oportunidade de desenvolvimento do país". A reitora teme que a universidade torne-se precária. Afirma que o corte "nos leva à beira de um retrocesso inimaginável".
A reitora pede o apoio da comunidade acadêmica para que a UFMT - local de produção científica e formação profissional - não seja sucateada. "Tempos difíceis fazem os fortes! Fortalecemo-nos então", convoca a reitora.
O DCE, enquanto órgão de representação estudantil, reafirma seu maior compromisso: a defesa da universidade pública, gratuita, de alta qualidade e inclusiva. Estudamos medidas locais para o enfrentamento ao corte, a serem discutidas com os estudantes.
Contra a destruição do ensino pelo governo federal, entidades do setor da educação pública organizam uma paralisação nacional no dia 15 de maio. O ANDES-SN (sindicato docente) convocou sua base a aderir à paralisação.
Matheus Pereira - Suplente - DCE - Gestão Mobilização
Paralisação nacional
Em assembleia geral estudantil realizada ontem (9), os estudantes da UFR aderiram unanimemente à paralisação marcada para o dia 15 de maio em defesa da educação. O ato ocorrerá em todo o Brasil, com a participação de alunos professores e sindicatos das instituições de ensino públicas e privadas. "Sindicatos e representações locais, de Rondonópolis, não definiram se vão aderir à paralisação nacional", informa, ainda, o documento do DCE.
A iniciativa do ato partiu da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e teve a adesão de todos os sindicatos de professores e entidades estudantis do país.
