Denúncia do MPE sobre abandono de Escola Estadual no Parque Universitário expõe classe política.
10 de Junho de 2013, 05h00
O promotor Ari Madeira, da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, ingressou com ação na 6ª Vara Cível, cobrando medidas urgentes do Governo do Estado visando reformar a Escola Estadual Amélia de Oliveira Silva, no Parque Universitário.
No documento o promotor relata diversas irregularidades. Os sanitários da escola estão entupidos, há vazamentos na encanação, a iluminação é precária e a fiação elétrica exposta ameaça inclusive a integridade física de alunos e servidores.
O quadro descrito é dantesco e, claro, compromete o processo pedagógico. Ari Madeira pede que a Justiça determine a reforma imediata do prédio, aplicando multas caso a decisão não seja cumprida.
Não se sabe ainda se o Judiciário atenderá o pleito do representante do Ministério Público, mas o fato é que a história toda expõe mais uma vez a ineficiência dos nossos 'representantes' no meio político. Não custa lembrar que a cidade tem (?) um senador, dois deputados federais e quatro deputados estaduais. E todos eles integram a base de apoio ao Governo do Estado.
Como a intervenção do Ministério Público tem se tornado uma constante (vide os casos da UTI Infantil e do abandono do Socioeducativo), fica a dúvida: de que adianta eleger representantes que não nos representam?
Talvez esteja na hora de fazer a fila andar, mudando as figurinhas já na próxima eleição...