Secretária de Saúde desmente boatos sobre mortes causadas pelo H1N1
10 de Junho de 2014, 09h16
A secretária municipal de Saúde, Marildes Ferreira, negou ontem, pela enésima vez, a existência de um surto da temida gripe H1N1 em Rondonópolis. O desmentido veio após nova onda de boatos dando conta que a UTI do Hospital Regional estaria tomada por doentes e pelo menos 11 já teriam falecido vitimados pela supergripe.
A secretária sustenta que as unidades hospitalares são obrigadas a notificar a ocorrência dos casos, principalmente quando há óbitos. Ela também ressaltou que o município não tem interesse em omitir informações e lamentou a ação dos boateiros que se divertem espalhando pânico na população.
Vale dizer que não é a primeira vez que isso acontece e nem Rondonópolis é a única cidade a sofrer com esse tipo de ação. Há poucos meses circulou aqui, e em outra cidades, a 'notícia' de que haitianos portadores do mortal vírus Ebola estariam circulando entre nós. Muita gente reagiu com medo e indignação. Depois se descobriu que tudo não passava de invenção de gente desocupada.
O assunto é sério. Merece atenção e transparência máxima das autoridades, responsabilidade dos profissionais da Saúde e, talvez, intervenção da polícia.
Inventar e espalhar notícias falsas é crime. E, quando isso ameaça a paz e a ordem pública, como é o caso, torna-se fundamental identificar e punir os boateiros.