Assembleia Geral
Professores da rede estadual decidem por manter greve
A categoria está paralisada há três semanas e os educadores estão com o ponto cortado.
10 de Junho de 2019, 17h33
Os professores da rede pública de Mato Grosso decidiram por unanimidade, em Assembleia Geral realizada na tarde desta segunda-feira (10), em Cuiabá, que irão permanecer paralisados. A decisão é uma resposta da negativa do Governo de Mauro Mendes de não atender as reivindicações da categoria. Os educadores estão paralisados desde o dia 27 de maio.
De acordo com o presidente do sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira, a categoria aguarda um documento do governo que realmente avance a negociação e atenda principalmente o cumprimento da Lei da Dobra do Poder Compra (510/2013), que equipara o salário dos profissionais da Educação às demais carreiras do executivo estadual, de mesmo nível. "Queremos que o governo assuma o cumprimento da lei, que já era vigente desde 2013 e no caso da Constituição do Estado, não é nenhuma novidade. Buscaremos a Assembleia Legislativa e todos que forem necessários para que governo apresente uma proposta", explica Valdeir.
Os educadores da rede estadual estão paralisados há três semanas e para tentar conter a greve foi decretado o corte de ponto da categoria. O governo alega que o estado obedeceu à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata do corte de ponto de grevistas.
Para o presidente do sindicato Valteir, o corte de ponto "inflamou" ainda mais os profissionais em greve, gerando uma grande insatisfação nos servidores da educação. "Não se apaga fogo jogando gasolina. E o governo fez isso, jogou a gasolina em cima da categoria e isso inflamou ainda mais, de maneira que até mesmo para uma possível suspensão da greve sem a negociação do ponto, é possível que a categoria não retorne. Então o que buscamos é que o governo entenda que não é com opressão que ele vai conseguir encerrar a paralisação, Mauro Mendes precisa negociar e apresentar uma proposta".
O próximo movimento está marcado para o dia 14 de junho que será a Greve Geral definida pelo conjunto do movimento dos trabalhadores em todo o Brasil como dia de paralisação unificada contra a Reforma da Previdência, contra os cortes na educação e contra as privatizações.