OPERAÇÃO DESTINO FINAL

Funcionários dos Correios em MT que roubavam encomendas são alvos de operação da PF

Logo após o furto, os criminosos encaminhavam os celulares para lojas de assistência técnica de telefones, onde os aparelhos eram revendidos ou tinham suas principais peças retiradas.

por Gabriel Fagundes c/Assessoria

10 de Junho de 2021, 07h22

GPI - Grupo de Pronta Intervenção
GPI - Grupo de Pronta Intervenção

A Operação Destino Final, que foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (10), visa desarticular esquema de desvio de encomendas na Central de Distribuições dos Correios, em Várzea Grande (MT).

Conforme a PF, as investigações, iniciadas ainda em 2020, contaram com o apoio dos Correios, e apontaram que um grupo criminoso formado por funcionários terceirizados, que trabalhavam na Central de Distribuição dos Correios, selecionavam encomendas, principalmente aparelhos telefônicos e as desviavam para terceiros.

O grupo atuava de maneira coordenada e quando um dos investigados identificava uma encomenda contendo aparelho telefônico repassava a informação para os demais, que agiam de forma a não serem flagrados pelas câmeras de monitoramento.

Logo após o furto, os criminosos encaminhavam os celulares para lojas de assistência técnica de telefones, onde os aparelhos eram revendidos ou tinham suas principais peças retiradas.

Além disso, a polícia relata que a encomenda que tinha o objeto subtraído era encaminhada para um destino diverso de seu destinatário, a fim de dificultar a identificação do local em que o produto foi extraviado, daí a denominação da Operação “Destino Final”.

Foram expedidos pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal/MT, nove mandados de busca e apreensão, com o objetivo de colher provas e localizar os objetos subtraídos nas residências dos suspeitos e em duas lojas de assistência técnica e revenda de aparelhos telefônicos.

A PF vai continuar as investigações, para identificar outros suspeitos que também têm envolvimento com tais condutas, bem como identificar eventuais funcionários dos Correios ou de empresas terceirizadas que participam do esquema criminoso.