67 ASSOCIAÇÕES
Dra Natasha conhece principais dificuldades vividas pelas APAES em Mato Grosso
A pré-candidata afirma que garantindo afeto, alimento e estímulo, a sociedade brasileira terá cidadãos saudáveis
10 de Junho de 2022, 07h20
A médica e pré-candidata ao Senado pelo PSB, Natasha Slhessarenko, reuniu-se com a presidente da Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Mato Grosso, Silvia Cristina Artal – que também preside a APAE Cuiabá. O encontro serviu para que a médica conhecesse os principais entraves vivenciados pela instituição que dá suporte a mais de 4.200 pessoas. Conforme Silvia, cada uma das 67 APAES existentes em Mato Grosso possui suas características, no entanto, a dificuldade inerente a todas é o acesso à saúde.
Para que essas pessoas, sejam elas deficientes intelectuais ou portadoras de deficiências múltiplas, tenham o desenvolvimento garantido, o estímulo precoce é fundamental. Mas nem sempre ele está disponível. A APAE em Cuiabá conta com fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos. Mas a carência ainda está nos terapeutas ocupacionais. Outra dificuldade também é conseguir realizar os exames necessários pela rede pública de saúde. A espera é muito grande e, por vezes, o resultado do exame é primordial para o fechamento de um diagnóstico.
Os atendimentos na APAE não se limitam apenas às crianças. Adultos recebem o suporte da instituição, que atua na saúde, educação e assistência social. As mães, que por vezes são abandonadas pelos companheiros, recebem acompanhamento psicológico.
“As crianças no nosso país, em geral, são invisíveis. As atípicas então. Não existem políticas públicas que olhem por essas crianças. Ninguém assume essa causa. Quero mudar a realidade das nossas crianças atípicas. As mães precisam de auxílio. O país tem que se responsabilizar”, pontuou Natasha, que conhece de perto as mazelas do sistema, uma vez que é presidente da Câmara Técnica de Doenças Raras, do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Como médica pediatra, a pré-candidata ressaltou que embora não exista cura, a reabilitação é fundamental para as pessoas portadoras de deficiências. É o estímulo que garante inclusive a inclusão.
Um dos carros chefes de Natasha nesse projeto ao Senado é o cuidado na primeira infância. A médica destaca que dos 0 aos 6 anos nenhuma criança pode passar fome de comida, carinho e estímulo. Pensando nisso é que Natasha quer articular no Senado projetos de lei que garantam educação em tempo integral para crianças a partir dos dois anos, todo o suporte para gestantes e seus parceiros durante a gravidez, com exames entregues em tempo hábil e tratamento garantido em caso de necessidade e a presença do pediatra no momento do parto.
O suporte desse profissional reduz as chances de falta de oxigenação para essas crianças no momento do nascimento. Uma vez sem oxigênio, as sequelas são para toda vida.
A pré-candidata afirma que garantindo afeto, alimento e estímulo, a sociedade brasileira terá cidadãos saudáveis tanto do ponto de vista físico como emocional, o que reduz, por exemplo, os índices de violência registrados no país.
Natasha ainda conheceu Elias Pacheco, de 22 anos, que é autodefensor estadual. Ele é atendido pela APAE de Mirassol D’Oeste há 10 anos e hoje representa os seus colegas, defendendo as demandas de todos aqueles atendidos pelas APAES em Mato Grosso. A escolha do autodefensor é feita através de votação e foi um instrumento criado pelo sistema apaiano para engajar, responsabilizar e desenvolver os atendidos