Parlamento

Testemunhas de Vargas não comparecem ao Conselho de Ética

A transferência das oitivas ocorreu porque nenhuma das oito testemunhas indicadas pela defesa do parlamentar compareceu à reunião

por GazetaMT

10 de Julho de 2014, 08h19

Testemunhas de Vargas não comparecem ao Conselho de Ética
Testemunhas de Vargas não comparecem ao Conselho de Ética

Os depoimentos das testemunhas de defesa do deputado André Vargas (sem partido-PR), no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, que estavam previstos para ontem (9) foram adiados para o próximo dia 15. A transferência das oitivas ocorreu porque nenhuma das oito testemunhas indicadas pela defesa do parlamentar compareceu à reunião do conselho.

As testemunhas convidadas pelo Conselho de Ética justificaram a ausência alegando compromissos agendados anteriormente para o dia de hoje. O prefeito de Apucarana (PR), Carlos Alberto Gebrim Preto, conhecido como Beto Preto, informou ao conselho que poderá comparecer à reunião do dia 15. Já o empresário Roberto Vezozzo, de Londrina (PR), informou que poderá comparecer ao conselho logo após a Copa do Mundo.

Outras testemunhas arroladas pelo deputado André Vargas, convidadas para a reunião de hoje do Conselho de Ética, não responderam aos convites nem se colocaram à disposição para prestar esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo o deputado André Vargas. Entre as testemunhas indicadas pela defesa do deputado está o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

André Vargas responde a processo de quebra de decoro parlamentar, no Conselho de Ética, por denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. Vargas, que era vice-presidente da Câmara, teve que renunciar ao cargo após a divulgação de denúncias de envolvimento com o doleiro, inclusive pelo uso de um avião fretado por Youssef para Vargas viajar ao Nordeste, de férias, com a família.

O relator do processo, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), ficou aborrecido com o não comparecimento das testemunhas para as oitivas.  Ele garantiu que o prazo para o fim da instrução do processo no conselho será plenamente respeitado. Se houver recesso parlamentar, a partir do dia 18, o prazo para as investigações encerra-se em 12 de agosto; se não houver o recesso, o prazo acaba no dia 29 deste mês.

Em relação ao processo de quebra de decoro parlamentar contra o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), que também está sendo analisado pelo Conselho de Ética, ainda não há datas previstas para as oitivas de acusação e defesa. Os convites para os depoimentos estão sendo preparados pelos funcionários do conselho. Argôlo também responde a processo por denúncias de envolvimento com Youssef.