PRÓ IMPEACHMENT
Para Medeiros, corte de gastos em programas sociais no governo é culpa de Dilma
10 de Julho de 2016, 07h00
O vice-líder do Governo Michel Temer no Senado, José Medeiros (PSD-MT), afirma que os cortes em programas sociais, como Bolsa Família e Ciência sem Fronteiras, acontecem em razão da falta de habilidade da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).
"Não tem dinheiro. E a presidente Dilma abriu o leque de gastos. O Temer está constatando que não tem recurso para todos esses programas", explicou o senador.
Medeiros revela que em conversa com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (PMDB), a equipe está cruzando os dados de pessoas que são beneficiadas pelo Bolsa Família e declaram o Imposto de Renda, o que é ilegal. Com isso, haveria também a redução de contemplados.
Estudantes do Ciência sem Fronteiras, por exemplo, estão com dificuldade de renovarem as bolsas, que gera falta de recurso e alguns tendo que retornar ao Brasil em razão da situação ilegal. Atualmente, mais de 2,7 mil alunos possuem bolsas de estudos fora do país.
De acordo com o social-democrata, o Ciência sem Fronteiras precisa sofrer ajustes, uma vez que com o limite de gasto imposto pelo governo é preciso escolher prioridades. "A presidente afastada [Dilma] dobrava a meta de gastos. Agora votamos limite de gasto. Não vai cortar programas sociais, mas vai frear", pontua.
Para tentar tirar o país da crise, Medeiros afirma que Temer é o perfil ideal neste momento. Segundo o parlamentar, que votou pelo impeachment da presidente afastada Dilma, o peemedebista teve sua trajetória política dedicada principalmente no parlamento, o que deu bagagem para ter trânsito na Câmara Federal e no Senado. "Temos o que de melhor tem no país de articulação política, para combater a crise política."
Em relação à crise econômica, o senador acredita que o presidente interino escolheu as pessoas certas para fazer o enfrentamento. "As pessoas que entendem de economia afirmam que o Temer escolheu o time que tinha que escolher. Comparado com o Barcelona. O Banco Central teve que intervir porque o dólar estava caindo demais, e o mercado tá confiante", explica.
Com informações RDNews