Explicações

Julier convoca secretários de Fazenda e da Copa do Mundo para prestar explicações sobre o VLT

A audiência está marcada para o dia 15, próxima quarta-feira. Marcelo de Cursi e Maurício Guimarães devem esclarecer erros no contrato

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

10 de Agosto de 2012, 09h25

Julier convoca secretários de Fazenda e da Copa do Mundo para prestar explicações sobre o VLT
Julier convoca secretários de Fazenda e da Copa do Mundo para prestar explicações sobre o VLT

Uma audiência de justificação prévia foi marcada para o próximo dia 15, onde os secretários de Fazenda Marcelo de Cursi, e da Copa, Maurício Guimarães, foram convocados para prestar explicações referentes ao contrato para a execução das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que foi suspenso pela Justiça Federal. 

A convocação foi feita pelo juiz da 1º Vara Federal, Julier Sebastião da Silva, que espera dos secretários uma explicação viável para os levantamentos que apontam falhas na mudança da matriz de responsabilidade no Ministério das Cidades. 

BARRADOS

A história parece não ter fim. Mais uma vez, os Ministérios Públicos Estadual e Federal pedem pelo impedimento das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), por irregularidades que vão desde a escolha do modal até os estudos de viabilidade. 

Graves falhas foram apontadas como na mudança da matriz de responsabilidade no Ministério das Cidades. Os autores da ação alegam que "a falta de planejamento na operação do modal, a inexistência de política metropolitana de transporte coletivo e o fato de não haver possibilidade da obra ficar pronta dentro do prazo e nem de cumprir os custos estabelecidos tornam o projeto inviável".

O custo da implantação do modal é superior ao dobro do custo de implantação do Bus Rapid Transit, mais conhecido como BRT. "Enquanto o BRT custaria aos cofres públicos aproximadamente R$ 323,89 milhões, o VTL conforme publicação no Diário Oficial do Estado, custará o montante de R$ 1.477.617,15 bilhão, ou seja, equivalente a quatro vezes o valor inicialmente orçado para o BRT", como consta no inquérito civil. 

A ação é foi proposta contra União, Governo do Estado e Consórcio VTL Cuiabá, composto pelas empresas CR Almeida Engenharia de Obras, Santa Bárbara Construções S/A, CAF Brasil Indústria e Comércio S/A, Magna Engenharia LTDA e Astep Engenharia LTDA.