Secretário transforma Secom em 'feudo' e piora avaliação popular do governo Silval

por GazetaMT

10 de Agosto de 2012, 07h53

Secretário transforma Secom em 'feudo' e piora avaliação popular do governo Silval
Secretário transforma Secom em 'feudo' e piora avaliação popular do governo Silval

O marqueteiro Carlos Rayel assumiu a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado prometendo um choque de gestão nas relações com os veículos de comunicação e com a sociedade de Mato Grosso. Ele tem larga experiência em campanha eleitoral, mas a falta de conhecimento sobre a realidade do nosso Estado levantou muitas suspeitas sobre seu desempenho.

Pois bem, passados mais de seis meses de sua posse a impressão é que os detratores estavam certos. Até o momento a única coisa que mudou na Secom foi mesmo o secretário. A velha prática de beneficiar apenas os veículos 'amigos' da baixada cuiabana continua. Como também continua a falta de transparência sobre os investimentos feitos pelo Governo nesta área.

Importado de São Paulo (onde inclusive responde processo por enriquecimento ilícito), Rayel até hoje não se dignou a visitar o interior de Mato Grosso para conhecer melhor o Estado que atualmente paga o salário dele. Pra piorar, vários blogueiros de Cuiabá tem denunciado o inchamento da Secom com a contratação de vários 'amigos paulistas' do secretário e até o envolvimento direto da filha de Rayel em atividades da Secom - o que poderia caracterizar nepotismo.

Rayel transformou a Secom numa espécie de feudo particular e ainda puxou para si a responsabilidade sobre ações importantes, como a divulgação das atividades relacionadas à Copa do Mundo - que antes era feita diretamente pela assessoria da Secopa.

O resultado até aqui pode ser considerado catastrófico. No caso da Copa, por exemplo, a falta de transparência foi um dos argumentos utilizados na decisão da Justiça Federal bloqueando obras e recursos.

Já em relação ao conjunto da gestão de Rayel o resultado pode ser medido nos índices de desaprovação do Governo e do próprio governador Silval Barbosa - que nunca estiveram tão altos.