IMPEACHMENT
No Senado, Medeiros diz que Dilma praticou “zombaria”. Fagundes, enfim, mostra a que veio
10 de Agosto de 2016, 08h06
Os senadores por Mato Grosso José Medeiros (PSD) e Wellington Fagundes (PR) votaram contra a presidente Dilma Rousseff (PT) na Comissão que definiu o sim ao julgamento no Plenário da chefe afastada da República. Surpreende o republicano, que enfim parece ter mudado de lado.
A sessão foi presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. Alegando critérios técnicos, Fagundes evitava comentar o voto. "Cuidadoso", defende. Na última sessão especial do Senado, há uma semana, o senador alegou motivos pessoais e se ausentou da votação. Seguia assim o mistério. O coordenador da campanha de Dilma rumo à reeleição em 2014 cravou, desta vez, o voto contra. "Vejo indícios da prática dos crimes apontados no relatório. Por isso, sou favorável a pronúncia e voto pela continuidade do processo, passando a fase de julgamento", foi a nova fala do parlamentar.
Ainda sobre o Republicano, confirma-se um reconhecido vira-casacas. No início do processo era contra o afastamento, época em que pertencia à bancada governista e almejava subir posições na composição. Via no apoio a Dilma um caminho para ser lembrado num futuro próximo. Acabou com o rosto estampado em outdoor de protesto popular e elevou a nível significativo sua rejeição no Estado.
Atualmente, trabalha muito para consertar o estrago. Não de hoje, logo que percebeu a rejeição subiu no muro e observou de cima. "Nem de lá nem de cá" passou a ser o posicionamento. Por último, alegando "dar oportunidade de defesa à Dilma", votou pela admissibilidade do processo de impeachment e tratou de sair na foto com o presidente interino Michel Temer. Tudo mesmo após Dilma ter-lhe realizado o tão sonhado sonho político de viabilização da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).
Já Medeiros tem se mostrado o "figurão" de todo o processo. Tem comido marmita no gabinete e salgado na rua só para não perder a hora. O senador literalmente madrugou no Senado à espera do início da votação desta semana. Acabou sendo o primeiro a discursar.
Como esperado, senador utilizou o tempo de 10 minutos para justificar o voto contrário a petista. "Pelos brasileiros desempregados e endividados, eu voto sim com a certeza de cumprir o meu dever", declarou da tribuna.
De acordo com Medeiros, as pedaladas fiscais e créditos não autorizados pelo Congresso, que balizam o processo de impeachment, representam zombaria e desprezo pelas contas públicas. "O desapreço de Dilma foi evidenciado pelo relatório do senador Anastasia", pontuou.
EM TEMPO: O também republicano Cidinho seguiu os colegas e votou contra a presidente afastada Dilma Rousseff.
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Parecem, enfim, do mesmo lado os senadores por Mato Grosso. Por enquanto...