RONDONÓPOLIS
Zé do Pátio diz que quer Prefeitura para “concluir trabalhos interrompidos”
10 de Agosto de 2016, 08h13
O deputado estadual José Carlos do Pátio (SD) revelou que disputa novamente a Prefeitura de Rondonópolis para concluir trabalhos que foram interrompidos em 2012, quando teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Um deles, segundo o parlamentar, é a busca por recursos em Brasília para o financiamento de projetos desenvolvidos no município.
"Enquanto eles me tiravam o mandato, milhões em verbas eram aprovados para a cidade. O que quero é retomar isso. Não tem mais projetos nossos em Brasília, temos que buscar projetos lá. Então, o que temos que fazer, após as eleições, é montar projetos e buscar dinheiro em Brasília. Quero concluir o que implantei em minha primeira gestão", disse.
De acordo com Pátio, grande parte dos recursos em caixa encontrados pelo atual prefeito Percival Muniz (PPS) foi obtida em sua gestão.
"Na política habitacional, por exemplo, todos os projetos que estão terminando agora foram da nossa época. Todas as políticas educacionais também são da minha época. Agora terminou a UPA [Unidade de Pronto-Atendimento], que também foi um projeto nosso", afirmou.
"Muita coisa da atual gestão foi realizada com o dinheiro que deixei em caixa. Mas precisamos criar novos projetos para Rondonópolis. Mesmo com a bancada federal não estando comigo, vou procurar cada um dos parlamentares, no pós-eleição, e pedir o apoio para nos unir pela cidade", acrescentou.
O deputado do SD teve o mandato cassado pela distribuição de 2.857 camisetas para fiscais da coligação no dia da eleição. Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o absolveu da condenação de gastos ilícitos de campanha.
Pátio afirmou estar montando uma equipe jurídica para acompanhar cada passo de sua campanha, de modo a evitar dar argumentos para os adversários.
Entretanto, disse que não irá, por outro lado, fazer uma caçada aos outros candidatos.
"Não sou desse tipo. Meu foco é discutir propostas. Acho que está se judicializando demais o processo político em Mato Grosso. Temos que focar mais na gestão, propostas. Ficam só focando em ganhar no tapetão", afirmou.
"Eu sofri uma cassação que foi injusta, tiraram meu mandato. E a pior dor é a da injustiça. E eu não quero isso para ninguém. Quero ter uma campanha programática", concluiu, enfático, o parlamentar.
Com informações MidiaNews