OPINIÃO
Retorno ao trabalho presencial exige avaliação jurídica para evitar conflitos dentro das empresas
10 de Agosto de 2023, 09h12
De acordo com estudos recentes, os modelos flexíveis de trabalho têm a preferência dos funcionários. Dados do Future Forum revelam que 93% dos colaboradores desejam escolher quando e onde realizar suas tarefas, desde que as concluam dentro do prazo estipulado. Outro estudo, conduzido pela American Sociological Review, constatou que trabalhadores com horários flexíveis tendem a dormir melhor, se sentir mais saudáveis e ficar menos estressados do que aqueles com horários fixos.
Ao mesmo tempo, vemos as empresas diminuírem a oferta de vagas híbridas ou remotas por considerarem que a interação entre colegas de trabalho é primordial à sinergia da equipe e que o trabalho presencial gera mais agilidade nas tomadas de decisão em grupo e mais produtividade individual também. No LinkedIn, em fevereiro deste ano, quase 25% das vagas divulgadas no Brasil mencionavam a possibilidade de trabalhar remotamente, incluindo o formato híbrido. Um ano antes, essas vagas eram 39% do total.
Lorena Lage explica que trocar o regime de trabalho é um direito da empresa previsto na CLT. A grande questão é a satisfação, ou não, dos funcionários. Para que essa conta feche, ela aconselha que, ao decidir retomar o trabalho presencial, “é essencial que a empresa conduza o processo de forma transparente, fornecendo espaço para esclarecer dúvidas dos colaboradores e evitar situações desconfortáveis ou não previstas". Essa é a propriedade da L&O: atuar em preventivo jurídico e jurídico estratégico para mitigar a burocracia e solucionar problemas antes que eles se tornem ações judiciais.
Segundo a advogada, a empresa deve comunicar expressamente aos colaboradores o retorno ao trabalho presencial com uma antecedência mínima de 15 dias, fornecendo informações claras sobre como esse processo funcionará. Lorena destaca que é direito da empresa mudar o modelo de trabalho para presencial ainda que um colaborador tenha sido contratado em regime remoto ou híbrido, devendo informá-lo com o mesmo prazo mínimo de 15 dias. “Embora o prazo legal seja de 15 dias, é interessante avaliar se há a possibilidade de oferecer um prazo maior, a fim de apoiar os colaboradores nessa transição”, orienta.
Para garantir a segurança jurídica desse retorno, a recomendação é fazer um aditivo ao contrato de trabalho, no qual devem ser detalhadas as novas regras do trabalho presencial, o eventual horário acordado com os colaboradores, bem como outras mudanças e benefícios. “Essas informações devem ser registradas no contrato para alinhar as expectativas de ambas as partes”, aponta Lorena.
Lorena Lage é mestra em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos, especialista em Direito Civil Aplicado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), coordenadora e professora na graduação e em especializações relacionadas à temática de Direito, Tecnologia e Startups em algumas universidades, tal como a Faculdade Arnaldo, a Skema Business School, Univale, EBRADI, dentre outras, tendo atuado também nos últimos anos como Diretora de Conteúdos e membro da Comissão de Direito para Startups da OAB/MG e membro da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L).
Seu escritório tem clientes e interação no Brasil, em quase toda a América Latina, nos Estados Unidos e no Canadá. Ao todo, a L&O já prestou mais de 420 consultorias para agentes do ecossistema de startups, trabalhou com mais de 1 mil empresas de inovação, realizou 800 treinamentos, workshops e palestras, completou 9,8 mil horas de assessoria jurídica e tem 60 startups com contrato de assessoria fixa ativo em segmentos variados.
Sobre a Lage & Oliveira Advogados – Fundada em 2015 pelos advogados Lorena Lage (OAB/MG 163.448) e Robert Oliveira (OAB/MG 163.307), a L&O é um escritório de advocacia criado para descomplicar a caminhada de startups e empresas inovadoras. Atua com foco em preventivo jurídico e preventivo estratégico, mitigando a burocracia e solucionando problemas antes que os mesmos se tornem ações judiciais. O escritório atende clientes no Brasil e exterior, em quase toda a América Latina, nos Estados Unidos e no Canadá, e teve um crescimento de 130% no último ano. Saiba mais em lageeoliveira.adv.br.
Lorena Lage, cofundadora e CEO da L&O Advogados, traz importantes orientações para o processo de mudança do regime de trabalho