Eleições 2022

Após meses detido, pastor Cacique Serere de volta às ruas em MT

O STF decide pela soltura deste polêmico líder preso em dezembro de 2022, reacendendo o debate sobre liberdade de expressão e direitos democráticos

por Redação

10 de Setembro de 2023, 11h14

Reprodução
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), surpreendeu a todos ao determinar no último sábado a libertação de José Acácio Serere Xavante, também conhecido como Pastor Cacique Serere. Ele é um fervoroso apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e estava atrás das grades desde dezembro de 2022, acusado de envolvimento em atos antidemocráticos. A soltura veio com uma condição: Serere terá que usar uma tornozeleira eletrônica.

As acusações contra Serere são sérias, envolvendo manifestações consideradas antidemocráticas em locais-chave de Brasília, como o Congresso Nacional, o Aeroporto Internacional e a Esplanada dos Ministérios. Segundo a Polícia Federal, ele teria aproveitado sua posição de liderança entre o Povo Xavante para reunir tanto indígenas quanto não indígenas, supostamente incitando a prática de crimes e ameaçando diretamente o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), ao requerer a prisão temporária de Serere, alegou que suas atividades, supostamente criminosas e contrárias à democracia, tinham como objetivo incentivar a população a, através de violência ou ameaças graves, desestabilizar o Estado Democrático de Direito, impedindo a posse dos presidentes e vice-presidentes eleitos. A decisão de soltá-lo provocou debates acalorados sobre o equilíbrio entre a liberdade de expressão e a preservação da ordem democrática.

Com informações de 'O Globo'