Eleições 2014

PMDB cobra definição do PR e pode estragar planos de Wellington de se tornar senador

Bezerra afirmou que o PR está 'excluído' das articulações do grupo e cobra definição dos republicanos

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11 de Janeiro de 2014, 06h00

PMDB cobra definição do PR e pode estragar planos de Wellington de se tornar senador
PMDB cobra definição do PR e pode estragar planos de Wellington de se tornar senador

'Eles tem que decidir o que querem da vida', cobrou o cacique peemedebista Carlos Bezerra  - Foto GazetaMT

A aproximação do Partido da República (PR) ao grupo liderado pelo senador Pedro Taques (PDT), formado por PPS, PSB, PV e PDT, tem gerado desconforto entre os partidos que compõem a base de sustentação do governador Silval Barbosa (PMDB), a ponto do deputado federal e presidente peemedebista Carlos Bezerra ter ido à imprensa da capital Cuiabá cobrar uma posição de seus aliados republicanos. Bezerra afirmou que o PR está 'excluído' das articulações do grupo e cobra definição dos republicanos.

"Eles tem que decidir o que querem da vida", pontuou o deputado à imprensa cuiabana, afirmando que quer o partido liderado por Wellington se posicione, assumindo se é posição ou oposição ao governo estadual, já que seu partido apoiou a reeleição de Silval e ocupa secretarias na sua administração, mas flerta com o grupo de Taques, de oposição, que quer o presidente regional do PR como o candidato a senador do grupo.

O convite para integrar o grupo de Taques partiu do presidente regional do PPS e prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, e Fagundes já declarou que vê a aliança com bons olhos, pois no seu entender seria a melhor 'configuração' para beneficiar seu partido e fortalecer o nome do senador Blairo Maggi em Brasília, onde é cotado a assumir um ministério, provavelmente, do Desenvolvimento Econômico.

"O senador Blairo Maggi tem nos garantido que não será candidato (ao governo), pois nós temos o entendimento de que esse é o momento de um novo governador, com novas ideias... O Pedro (Taques) é um candidato que tem história de vida e acredito que vamos ter equilíbrio para fazer a coligação correta, mas não podemos afirmar com qual candidato será", declarou recentemente o presidente do PR.

O grande problema é que negociando com duas frentes distintas e demonstrando preferência pelo candidato oposicionista, Fagundes conseguiu despertar a ira de Bezerra, que deve cobrar uma posição firme do republicano numa reunião dos partidos aliados marcada para a próxima segunda-feira, 13, na capital federal Brasília, que deve contar com a presença do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve conduzir as conversações e procurar reunir o maior número de partidos da base do Governo Federal em torno de um nome único para a disputa eleitoral.

Os prováveis nomes são os petistas Julier Sebastião e o médico e ex-vereador por Cuiabá Lúdio Cabral, além do senador Blairo Maggi, que corre por fora e afirma que não será candidato em 2014, discurso que o mesmo já utilizou em outras situações quando saiu candidato.

Caso o PR decida se manter na base na base aliada do governo estadual, Wellington vê suas chances de se tornar senador minguarem, já que o atual governador Silval Barbosa já anunciou que pretende sair candidato ao cargo. Por outro lado, caso o PR decida abraçar a candidatura de Taques, precisa abandonar o barco governista, até para não esvaziar o discurso oposicionista do senador pedetista.