'Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço'
11 de Janeiro de 2014, 12h00
Ao mesmo tempo em que pressiona o prefeito a promover uma demissão em massa no funcionalismo, sob o pretexto de reduzir os gastos públicos, o presidente do Sispmur, Rubens Paulo, propôs que o município gaste cerca de R$ 70 mil por ano pagando os salários de um professor que há anos não atua na rede municipal de ensino: ele próprio.
O Buxixo ficou sabendo que ele encaminhou um pedido para que a Prefeitura mantenha sua remuneração durante o terceiro mandado à frente do Sindicato da categoria. Como a lei só permite que isso ocorra nos dois primeiros mandatos, o pedido foi negado pela Procuradoria do Município - o que renderá uma economia considerável aos cofres públicos.
Quando se lançou para a terceira eleição consecutiva, desta vez com chapa única, Rubens e seus apoiadores sabiam da restrição legal. Pensaram que conseguiriam 'dobrar a viúva', mas não conseguiram. O último salário pago pela prefeitura ao sindicalista foi superior a seis mil reais. Resta saber se o Sispmur considerará correto e terá condições de arcar com tal remuneração.
Em tempo: O limite de dois mandatos com remuneração pagas pela Prefeitura foi estabelecido como forma de estimular a renovação das lideranças sindicais, impedindo também que o cargo se transforme numa 'boquinha' permanente para servidores que não querem servir a sociedade.