Errrooouuuu!!!
Mau tempo e “barbeiragem” são hipóteses para incidente com avião da Passaredo
11 de Janeiro de 2016, 17h08
Controvérsias nas explicações sobre o incidente que ocorreu com avião da Passaredo na última sexta-feira (08) por volta das 23h em Rondonópolis gera mais dúvidas sobre o que de fato fez com que a aeronave realizasse um toque antes do pouso definitivo no aeroporto Maestro Marinho Franco.
Na nota da empresa não há o reconhecimento de erro por parte do piloto, e a condição meteorológica adversa foi a justificativa para o toque terrestre do voo 2330 que aconteceu anteriormente e do lado esquerdo da pista, precisamente em meio a uma plantação de soja e cercas que danificaram o avião. A Passaredo respondeu friamente ao episódio sem detalhes técnicos e sem mencionar a gravidade do fato e atenção aos passageiros, apenas informando que a aeronave após o fato estava passando por inspeção do departamento de manutenção da companhia.
Já a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Setrat), gestora do aeroporto, disse que o piloto não seguiu as orientações do serviço de apoio do EPTA (Estações Permissionárias de Telecomunicações Aeronáuticas), mas como comandante da aeronave tem autonomia para decidir as manobras do voo e agiu conforme sua experiência.
O secretário municipal de transporte, Argemiro Ferreira, foi criterioso ao dizer que a estrutura do aeroporto estava em pleno funcionamento com os acessórios para pouso como biruta, farol rotativo, balizamento e setor de comunicações. Para ele, se houve negligencia, imprudência, imperícia ou excesso de experiência, somente um órgão especializado no assunto poderá dar esse parecer. Para Argemiro a nota da empresa está vazia, sem muitas informações e os equipamentos disponíveis no aeroporto são suficientes para o pouso das aeronaves.
Um detalhe que causou estranheza foi o fato do aeroporto não ter recebido um pedido de emergência nem da empresa e nem de piloto como de praxe, provavelmente para não alarmar o episódio. A ambulância da Unimed que estava no aeroporto na manhã de sábado havia sido solicitada para atender uma aeronave que transportava uma paciente de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Na manhã de sábado o piloto foi encaminhado para um série de exames para verificar se o mesmo estava em condições de trabalho.
Conforme a secretaria, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) está investigando o caso nesta tarde, sendo acompanhados por integrantes da empresa e em breve, cerca de 20 a 30 dias emitirá um laudo oficial do episódio. O órgão está realizando desde hoje (11) de manhã todas as medições da pista no local, na aeronave, assim como as inquirições com os bombeiros que estava no local no momento, o administrador do aeroporto, as comissárias, encarregado da EPTA e o piloto.
Resumindo, a sociedade terá que aguardar tal laudo para saber o que de fato ocorreu neste voo, e se contentar com os retornos pouco humanizados da empresa, que já está sendo apelidada na cidade como “Passamedo”.