Mudança

Ubaldo prevê crescimento do PSL e critica 'caciquismo' no PR

Liderança reconhecida no meio político, ele coordenou várias campanhas do PR em Rondonópolis

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11 de Novembro de 2012, 11h28

Ubaldo prevê crescimento do PSL e critica 'caciquismo' no PR
Ubaldo prevê crescimento do PSL e critica 'caciquismo' no PR

Ubaldo Barros diz que partidos precisam atuar com ótica 'municipalista'O empresário e professor universitário Ubaldo Tolentino de Barros criticou a atuação das lideranças do Partido da República (PR) ao explicar os motivos que o levaram a optar pelo Partido Social Liberal (PSL). A mudança foi oficializada na última sexta-feira (09) e, segundo Ubaldo, foi motivada pelo desejo de atuar efetivamente em favor do município.

"O PSL é um partido menor, com menos caciques e mais oportunidades. O presidente regional, Valdemir Castilho (Biliu), é aqui de Rondonópolis e conduz o partido ouvindo a todos, compartilhando as decisões. Acho que esta é a boa política", afirmou.

Ubaldo é filho de família tradicional e tem larga atuação política em Rondonópolis. Ele esteve com o PR nas últimas quatro disputas municipais, sempre ocupando posições relevantes nas campanhas. Neste ano, era o responsável pela organização dos mais de 150 vereadores lançados pelas coligações e partidos que apoiavam a reeleição do prefeito Ananias Filho.

Em conversa exclusiva com a reportagem do GazetaMT, Ubaldo mostrou-se decepcionado com os rumos tomados pelo antigo partido neste período. Para ele, a ausência de discussões com a base transformou o PR uma legenda de cúpula, desvinculada dos reais anseios da população.

"Hoje o PR é um partido 'estadualista', que praticamente só aparece no município nos períodos eleitorais. Optei pelo PSL porque acho que a política deve ser exercida sob a ótica 'municipalista'. É nos municípios, nas cidades, onde está o povo. É aqui que as decisões partidárias devem ser originadas", defende Ubaldo.

Futuro
Enquanto aponta a falta de ligação com a população como uma das causas da decadência eleitoral do PR, Ubaldo avalia que a condição inversa pode garantir um futuro promissor ao PSL. Ele destaca o esforço do partido para ampliar a representação nos municípios e também a democracia interna como características que podem garantir um crescimento acelerado nos próximos anos.

Ubaldo adiantou que não faz questão de cargos e nem impôs qualquer condição à direção do PSL, mas quer participar ativamente das discussões envolvendo as eleições de 2014.

"Na verdade teremos cinco eleições - para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Trabalhando com determinação e com boas alianças acredito que poderemos eleger ao menos um deputado estadual", calcula.

Nostalgia
Na conversa com a reportagem do GazetaMT, Ubaldo falou também sobre o destaque dado pela cúpula do PSL à sua filiação. Ele foi recebido com festa, numa confraternização que teve a participação de mais de 200 pessoas - incluindo lideranças do PR, como o prefeito Ananias Filho e o vereador Olímpio Alvis.

O reconhecimento à sua importância política foi recebido com modéstia. Ubaldo disse que espera fortalecer o partido e que sua filiação ao PSL tem também uma certa nostalgia. Ele lembrou que no passado chegou a concorrer à vice-prefeitura de Rondonópolis filiado ao Partido Democrata Cristão - uma das siglas que originaram o atual PSL.

"O número do PSL na Justiça Eleitoral é o mesmo do antigo PDC, o 17. É como se eu estivesse voltando ao passado para construir um futuro melhor", disse.