Muito caro

Pátio de apreensões de veículos gera polêmica entre vereadores

A contenda teve início após a fala do vereador Thiago Silva (PMDB), que protestou contra ao altos valores cobrados pelo Pátio Rondon

por

11 de Novembro de 2015, 18h31

Pátio de apreensões de veículos gera polêmica entre vereadores
Pátio de apreensões de veículos gera polêmica entre vereadores

O Pátio Rondon, para onde são encaminhados os veículos apreendidos na cidade, gerou um início de polêmica durante a realização da Sessão Ordinária da Câmara dessa quarta-feira, 11. A contenda teve início após a fala do vereador Thiago Silva (PMDB), que protestou contra ao altos valores cobrados pelo Pátio Rondon, mas em seguida ele foi contestado pelo também vereador Roni Magnani (PP), que argumentou que apesar de altos, os valores deveriam ter sido questionados antes de a prefeitura firmar contrato com a empresa.

"Acho que a prefeitura precisa rever essa questão dos valores cobrados pelo Pátio Rondon, pois o trabalhador não consegue tirar seu veículo de lá depois de alguns dias apreendidos, devido ao valor da diária cobrada ser muito alta", denunciou Thiago Silva.

'Acho que a prefeitura precisa rever essa questão dos valores cobrados pelo Pátio Rondon, pois o trabalhador não consegue tirar seu veículo de lá', disse Thiago Silva - Foto GazetaMTAinda de acordo com o vereador, as pessoas que tem seus veículos apreendidos durante o período noturno não tem como retirar seus bens ainda durante a noite e são obrigados a pagar duas diárias no dia seguinte. "O guincho também é muito caro e a soma desses valores muitas vezes fica maior que a dívida de documentos que o veículo tem, inviabilizando que as pessoa paguem para retirá-los", emendou.

Em sua fala, Magnani afirmou concordar com o conteúdo da fala do colega, mas pontuou que tentou levantar a questão antes de ser firmado o contrato entre a prefeitura e a empresa que administra o Pátio Rondon, mas não recebeu apoio dos demais vereadores. "Eu não discordo do conteúdo da fala do colega vereador, mas entendo que durante o tempo que isso deveria ser discutido, que é antes de o contrato com o Pátio Rondon ser assinado com a prefeitura, ele não disse nada. Foram oito sessões que eu passei tentando chamar os colegas para o debate, para discutirmos os valores", a firmou.

"Não quero defender a empresa, mas ela faz um planejamento em cima do contrato que tem com a prefeitura e isso tem que ser respeitado. Eu também não concordo com os valores, acho caro, mas temos que tomar cuidado para não cairmos no discurso vazio, beirando a demagogia, que não leva para nenhuma solução. Ou seja: se tivesse sido discutido antes, poderíamos ter um preço melhor e uma situação mais serena", disparou Magnani.

Ele ainda criticou a prefeitura por não ter discutido melhor a situação do Rotativo Rondon, que chegou a ser suspenso pela prefeitura, mas que deve retomar a cobrança a qualquer momento. "Eu fiz indicação de tirar a cobrança das áreas no entorno das faculdades que funcionam no centro de alunos em horário de aula. Na época ninguém me deu ouvido, mas agora resolveram liberar essas pessoas do pagamento. Isso foi um ponto positivo, mas acho que faltou trazer a discussão para a sociedade", disse.

À reportagem do site GazetaMT, Thiago Silva contemporizou a fala de Magnani e afirmou que a discussão dos valores na verdade nunca foi feita, pois o assunto nunca foi levado para a Câmara. "A discussão que fizemos aqui foi sobre a seção do terreno onde iria funcionar o pátio e não dos valores que iriam ser cobrados, o que é estabelecido pela prefeitura. Eu entendo o colega vereador, mas não havia como discutir algo que ainda não estava em funcionamento. Agora sim, sentimos os efeitos e temos que debater esses valores, que são abusivos", concluiu.

Os valores cobrados

As pessoas que tiverem seu veículo pego em situação de irregularidade terá que desembolsar altos valores para conseguir liberá-los, pois além de ter que regularizar os documentos e outras situações que possam levar à sua apreensão, o cidadão terá que pagar R$ 290 pelo serviço de guincho, no caso de carros, e R$ 145 para motos, assim como uma diária de R$ 48,36 para que o veículo fique apreendido a céu aberto, valores que são considerados altos por todos.