Criança Retraída
11 de Dezembro de 2014, 16h01
Este artigo tem como objetivo alertar os pais ou responsáveis quanto aos sintomas da criança retraída, que muitas vezes é confundida com crianças quietas e "boazinhas".
A criança retraída raramente aparece à clínica para um trabalho terapêutico. Por não apresentarem problemas, os pais ou responsáveis dificilmente notam que suas crianças estão passando por esta dificuldade. Porém, estamos debatendo um assunto importante e que gera sofrimento em várias crianças.
O que possivelmente sucede, é um isolamento para evitar amargura caso demonstrem suas sensibilidades. Cada ser é um ser único e mediante suas aprendizagens e experiências, é que chegaremos ao que causou o retraimento, objetivando a solução do problema. Esse retraimento, visto pela criança como indispensável para não sofrer, gera um outro padecimento que é sentirem-se sozinhas e isoladas.
São alguns dos sintomas da criança retraída: seu tom de voz é baixo, falam pouco, suas frases são resumidas como sim, não. São crianças inteligentes, porém devido seu procedimento introspectivo, podem ser chamadas de pouco criativas.
Existem diferentes maneiras de trabalhar com as crianças acanhadas, entre elas a ludoterapia onde a criança terá seu espaço, e brincando poderá estudar todo o seu inconsciente, entrar em ligação com seus sentimentos e aprender sobre si própria.
Todo o trabalho será efetuado de acordo os limites que a criança apresentar, progredindo gradativamente até que ela consiga interagir normalmente, na escola, em casa e sociedade em geral.
Os pais serão encaminhados sobre a forma apropriada para lidarem com o estado da criança, o que colaborará para todo o segmento terapêutico.
*Maria Nilde Santos Ferreira Alves, Professora da Educação Infantil e Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional