EXPLICAÇÕES

Secretário de Segurança ouve demandas de sindicatos sobre reforma da Previdência

Os representantes sindicais temem que a reforma da Previdência fragilize as atividades da segurança pública

por GazetaMT

11 de Dezembro de 2016, 07h00

Secretário de Segurança ouve demandas de sindicatos sobre reforma da Previdência
Secretário de Segurança ouve demandas de sindicatos sobre reforma da Previdência

O secretário de Estado de Segurança Pública Rogers Jarbas recebeu representantes dos Sindicatos dos Investigadores, dos Delegados, dos Escrivães e dos Peritos Criminais, bem como a Diretoria da Polícia Judiciária Civil para tratar de demandas das categorias sobre a reforma da Previdência, que tramita no Legislativo Federal. O encontro ocorreu nesta sexta-feira (09.12) na Secretaria de Segurança Pública (Sesp), em Cuiabá.

Os representantes sindicais temem que a reforma da Previdência fragilize as atividades da segurança pública e provoque um envelhecimento na carreira, já que os profissionais da segurança terão que trabalhar mais para que obtenham o direito à aposentadoria. Desta forma, argumentam os representantes sindicais, a sensação de segurança pública por parte da população seria prejudicada.

Rogers Jarbas disse aos representantes das categorias que levará a demanda ao governador Pedro Taques para que a preocupação seja compartilhada com a bancada federal de Mato Grosso. “Tenho convicção que as carreiras policiais são atividades de risco e, por isso, merecem um tratamento previdenciário diferenciado”, argumentou o secretário.

A reforma

O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016 que trata da reforma da Previdência no país. A intenção é que as alterações propostas sirvam para equilibrar as finanças da União já que, segundo o Governo Federal, o déficit do INSS deve chegar a R$ 149 bilhões este ano e a previsão é de alcançar R$ 181 bilhões em 2017.

Entre as mudanças propostas na PEC 287 está a definição de uma idade para a aposentadoria: 65 anos, tanto no caso de homens quanto de mulheres. A mudança deve ocorrer devido ao aumento da expectativa de vida do brasileiro e a diminuição do número de nascimentos no país, o que provoca o envelhecimento da população.

Recentemente, o ministro da Defesa Raul Jungmann afirmou que um projeto de lei complementar com mudanças na regras previdenciárias para os militares já está em discussão e deve ser enviado à Casa Civil entre janeiro e fevereiro de 2017.