Eleições 2014
Com desistência de Eraí, PP foca em eleger deputados
Com a decisão do primo do senador Blairo Maggi (PR) de não disputar o cargo majoritário, o PP terá que refazer seus planos
11 de Fevereiro de 2014, 09h16
O mega empresário Eraí Maggi (PP) anunciou para a imprensa da capital nessa segunda-feira, 10, que não pretende mais se candidatar a nenhum cargo eletivo este ano. Anteriormente, ele havia colocado o seu nome para a disputa do governo do estado mas, diante da pouca aceitação de seu nome, Eraí preferiu recolher os flaps e participar do pleito apenas nos bastidores.
Com a decisão do primo do senador Blairo Maggi (PR) de não disputar o cargo majoritário, o PP terá que refazer seus planos e já começa a articular uma chapa de candidatos a deputado estadual e federal.
"Nosso sonho era ter o Eraí como nosso candidato, pois é um nome forte e que não tem desgaste. Isso qualquer partido iria querer, mas essa (candidatura) é uma decisão pessoal dele e nem poderia ser diferente. Mas, mesmo ele não sendo candidato, fortalece o partido e é motivo de orgulho tê-lo como filiado e nós vamos continuar as articulações para fortalecer o partido", afirmou o vereador Cido Silva, presidente da comissão provisória do PP em Rondonópolis.
Segundo o dirigente pepista, o partido não deve indicar outros nomes para a disputa majoritária e o foco agora deve ser eleger deputados estaduais e federais. "Na próxima quinta-feira (13), nós já vamos nos reunir com lideranças do partido para discutirmos uma data para realizarmos um grande encontro regional com a presença de nossos deputados para começarmos a alinhavar nossas candidaturas proporcionais", adiantou Silva.
Já na segunda-feira, 17, a direção estadual do PP se reunirá em Cuiabá com todos os pré-candidatos a deputado estadual da sigla e deve concluir a montagem de uma chapa de candidatos proporcionais para o pleito deste ano.
Apesar de fazer parte do rol de partidos que apoiam a administração do governador Silval Barbosa (PMDB), Cido Silva afirma que o PP se considera livre para negociar com todas as forças que forem disputar o pleito eleitoral. "O PP quer discutir essa eleição de forma ampla e se não der para discutir dessa forma com o arco de alianças A, nós vamos discutir com B. Não estamos atrelados a ninguém e queremos estar do lado do melhor projeto para a população de Mato Grosso e para o PP", declarou.
Na opinião do vereador, o grupo governista precisa abrir logo a discussão e chegar a um nome de consenso para a disputa majoritária, até para que os partidos possam se posicionar quanto ao seu apoio. "Nós nos reunirmos frequentemente com os partidos da base do governo e sabemos que desse grupo surgirá um nome forte, mas já estamos chegando à março e esse nome precisa ser definido logo. Mas nós não temos problemas para apoiar a candidatura do (senador Pedro) Taques e nem nenhuma outra que possa surgir, desde que tenha um projeto bom. O PP tem seu peso e está numa posição confortável e o que for melhor para o estado e para o PP nós vamos estar juntos", concluiu.
Hoje, o PP tem um bancada de dois deputados estaduais, Ezequiel da Fonseca e Antonio Azambuja, e trabalha para eleger entre três a cinco estaduais. Um dos nomes fortes para a disputa é o próprio Cido Silva, que já apresentou o nome para o partido.
Já em nível federal, o partido tinha dois deputados, Eliene Lima e Pedro Henry, mas perdeu o último, que renunciou ao mandato para evitar a cassação, já que foi um dos condenados no caso que ficou nacionalmente conhecido como escândalo do Mensalão.
A nova aposta dos pepistas para deputado federal é o ex-prefeito da pequena cidade de Reserva do Cabaçal e atual deputado estadual Ezequiel da Fonseca.