no senado

Medeiros propõe lei obrigando fábricas a informar quantidade de açúcar no rótulo de refrigerantes

O objetivo é, segundo o próprio senador, alertar os consumidores sobre os malefícios do açúcar contido nos refrigerantes

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11 de Fevereiro de 2015, 10h29

Medeiros propõe lei obrigando fábricas a informar quantidade de açúcar no rótulo de refrigerantes
Medeiros propõe lei obrigando fábricas a informar quantidade de açúcar no rótulo de refrigerantes

O estreante senador José Medeiros (PPS) apresentou um projeto de lei que pretende obrigar as indústrias de refrigerantes a indicarem no seu rótulo a quantidade de açúcar contido no produto. O objetivo é, segundo o próprio senador, alertar os consumidores sobre os malefícios do açúcar contido nos refrigerantes, que podem levar entre outros males, ao desenvolvimento do diabetes.

"O que nós estamos propondo é algo semelhante ao que já ocorre com o cigarro e bebidas, que têm mensagens de alerta sobre os malefícios do consumo dos produtos. Eu mesmo tenho o meu pai, que descobrimos recentemente, estava quase cego por conta do diabetes, desenvolvido por conta do consumo exagerado do açúcar. Eu gosto muito de refrigerante e vou continuar consumindo, mas acho importante as pessoas serem alertadas sobre isso", disse Medeiros.

O senador pepessista ainda alerta para o fato de que a indústria dos refrigerantes fatura bilhões anualmente com a venda dos mesmos, mas os custos para o tratamento das doenças causadas pelo açúcar contido nos mesmos fica todo para o Estado. "A indústria, na verdade, é responsável por isso, pois incentiva a venda do refrigerante amplamente, por meio de propagandas maravilhosas, que só mostra gente bonita e saudável, mas o cidadão comum não é alertado sobre os malefícios que podem advir do consumo dos mesmos. As pessoas não sabem que uma lata de refrigerante contém quase meio quilo de açúcar, que é responsável direto pelo surgimento de doenças como o diabetes e a obesidade, que também é uma doença", emendou Medeiros.

Como o projeto de lei foi protocolado no início desse mês, o novato senador não sabe precisar quanto tempo levará para ser debatido e ser levado em Plenário para votação. "Só o fato de existir a proposta já provoca uma discussão sobre o tema e considero que isso já é válido, apesar de insuficiente. Essa é uma questão muito séria, pois o consumo do cigarro, para se ter uma ideia da dimensão dele, pode levar ao câncer ou não, mas o consumo exagerado do açúcar fatalmente leva a problemas de saúde", concluiu.