DISPUTA DE TERRA
Ao se apresentar na delegacia suposto mandante do assassinato de advogado é preso em Cuiabá
Aníbal Manoel Laurindo é suspeito de encomendar a morte de Roberto Zampieri
11 de Março de 2024, 14h28
O mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri, de 57 anos, em Cuiabá, foi preso pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (11), Aníbal Manoel Laurindo foi detido temporiamente após se apresentar na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O crime de grande repercussão ocorreu em dezembro do ano passado.
Ainda segundo a PJC, a esposa de Aníbal, Elenice Ballaroti Balbino que também é investigada pelo homicídio, continua foragida. Segundo o delegado Nilson Farias que está à frente das investigações do caso, Aníbal teria perdido uma terra em uma ação de reintegração em que Zampieri atuava. E, durante o processo da execução da sentença, uma outra área que seria do irmão de Aníbal também entrou discussão. “Nesse momento surge uma discussão, sendo que Aníbal já estava na posse da terra há muitos anos. Então, se sentiu aí talvez constrangido, turbado de sua posse e entendeu que a forma de resolver (seria a execução do advogado), isso é o que a investigação tem demonstrado. Com o indiciamento, nós poderemos realmente chegar a uma conclusão mais efetiva. Mas hoje, até o presente momento, temos elementos suficientes para embasar esses indícios”, explica o delegado.
O delegado explica ainda, Aníbal era integrante do grupo ‘Frente Ampla Patriota’. E foi nesta interação ideológica, que o suspeito teria conhecido o coronel da reserva do Exército Brasileiro, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, que faz parte da trama como possível financiador do crime. “O coronel representa a frente ampla partidária. Pelo que a investigação demonstra, acabou criando uma proximidade entre o coronel e o Aníbal. Eles iam pra frente de quartéis pedindo uma ação mais enérgica do Exército em prol do conservadorismo”, conta Nilson
Três pessoas permanecem presas e foram indiciadas pela Polícia Civil pelo homicídio do advogado, são elas:
Antônio Gomes da Silva - suposto atirador
Hedilerson Barbosa - suposto intermediador, auxiliar do atirador e dono da pistola 9mm usada no assassinato
Etevaldo Luiz Caçadini - suposto financiador
Segundo a Polícia Civil, eles deverão responder por homicídio duplamente qualificado pela traição, por emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.
Ainda de acordo com a polícia, outro agravante do crime foi o fato de ter sido praticado mediante pagamento ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe.