Ação penal sobre 'Escândalo dos Maquinários' inclui ex-secretários, mas poupa 'peixes graúdos'
11 de Abril de 2013, 07h00
A juíza Selma Rosane Santos Arruda, titular da Vara Especializada de Crime Organizado, Ordem Tributária, Econômica e Administração Pública, acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e decidiu incluir dois ex-secretários da gestão de Blairo Maggi como réus na ação penal que trata do famoso 'Escândalo dos Maquinários'.
Vilceu Marchetti foi enquadrado por corrupção passiva, fraude à licitação e fraude processual, enquanto Geraldo de Vitto responderá por fraude processual. Os dois já respondem a uma ação civil pública pelo mesmo motivo e terão de explicar melhor a transação que lesou o Estado em cerca de R$ 44 milhões.
Além dos dois ex-secretários, outras 11 pessoas foram incluídas na ação penal - a maioria representantes das empresas que forneceram maquinários superfaturados.
Não deixa de ser um avanço, mas quem entende do assunto continua lamentando a não inclusão de 'peixes graúdos' na ação. "Eles não teriam como realizar uma transação desse porte sem o conhecimento e o consentimento das instâncias superiores", garante um advogado com larga experiência em administração pública.
Por 'instâncias superiores', leia-se o então governador Blairo Maggi e o vice dele, Silval Barbosa - que hoje comanda o Estado.
Pelo jeito, algumas pessoas continuam acima da lei em Mato Grosso.