legislativo
Thiago Muniz faz duro discurso contra governador Silval Barbosa
Ele acusou Silval Barbosa de estar abandonando os municípios e priorizando apenas a realização da Copa do Mundo
11 de Abril de 2013, 10h38
O vereador Thiago Muniz (PPS) usou a Tribuna Livre da Câmara nessa quarta-feira, 10, e disparou duras críticas ao governador Silval Barbosa (PMDB), a quem acusou de estar abandonando os municípios e priorizando apenas a realização da Copa do Mundo de 2014. Ele ainda citou o caso dos três cheques da Assembleia Legislativa assinados pelo atual presidente da AL, José Riva, e por Silval Barbosa, presos em poder de um fazendeiro no estado de Minas Gerais.
"A grande realidade dos fatos é que o Governo do Estado está quebrado e desvia os recursos que os municípios têm direito, pois antes de repassar os percentuais que eles têm direito, o governador tira o dinheiro dos fundos, como o Fethab e outros, com o argumento de que vai ajudar os municípios lá na frente. Mas isso nunca acontece", disparou.
Thiago Muniz ainda criticou os constantes atrasos nos repasses para a área da saúde, como ocorre atualmente com os valores que deveriam ser repassados para a Santa Casa. "O governador não faz os repasses e ainda cortou 50% dos valores que deveria repassar para todos os municípios do estado. Nós temos que cobrar que ele devolva esses recursos, pois isso reflete não só na Santa Casa, mas em toda a sociedade. Ele se comprometeu com a realização da Copa e vai gastar só com ela mais de R$ 4 bilhões, o que está levando toda a população mato-grossense a um sacrifício muito grande. Rondonópolis ainda consegue ter uma gestão eficiente por que o prefeito que assumiu está fazendo uma administração austera, mas se dependesse do Governo do Estado, a cidade estaria pior ainda do que já esteve", opinou.
Cheques da AL - O vereador também citou o caso dos três cheques da Assembleia presos em poder do fazendeiro Alvimar de Araujo e que estavam assinados pelo deputado José Riva e pelo governador, que na época da assinatura era secretário da AL.
"Segundo o presidente da Assembleia, os cheques teriam sido assinados há tempos, mas o fato é que os cheques têm a assinatura do atual presidente da Assembleia e do atual governador. Quero analisar aqui com os colegas como é que um órgão, um poder constituído, não tem controle sobre os cheques que emite? Está muito estranha essa história e é um assunto que incomoda a gente e nós temos que cobrar explicações convincentes", finalizou.