IMPEACHMENT
Comissão na Câmara tem clima de guerra envolvendo deputados de Mato Grosso
11 de Abril de 2016, 07h55
Já era madrugada de segunda-feira (11) e as discussões sobre a abertura do pedido de impedimento do mandato da presidente da República Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), seguiam à fio. De Mato Grosso, dois parlamentares acabaram em discursos acalorados.
Valtenir Pereira (PMDB) se posiciona contrário ao processo de impeachment, mas preferiu argumentar que irá analisar com mais afinco as denúncias da Casa contra a presidente Dilma. Do outro lado da corda, o tucano Nilson Leitão (PSDB) protagonizou momento mais efusivo e justificou o motivo como resposta aos argumentos dos próprios deputados pró governo. "O PT quer ganhar no grito e quero evitar qualquer tipo de atropelamento", disse.
Já próximo ao fim da sessão, Victório Galli (PSC) se pronunciou. "O PT deu PT no Brasil", soltou em tom da frase de efeito. O parlamentar foi o penúltimo a se manifestar.
Logo após a sessão, os três retornaram para Cuiabá. Seguem, porém, já nesta manhã (11) para Brasília, onde será retomado o debate na Câmara para a votação sobre a abertura do processo de impedimento. Caso seja aprovado irá para plenário.
O pedido deverá contar com dois terços dos votos da Câmara (342) para seguir para o Senado, onde é feito o julgamento.
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