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Em entrevista à mídia paulista, Taques chama de comitê eleitoral de Lula Palácio do Planalto

por GazetaMT

11 de Abril de 2016, 08h52

Em entrevista à mídia paulista, Taques chama de comitê eleitoral de Lula Palácio do Planalto
Em entrevista à mídia paulista, Taques chama de comitê eleitoral de Lula Palácio do Planalto

A visita do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), a São Paulo rendeu na imprensa daquele Estado. Canais de TV  e mídias impressas procuraram para uma entrevista ele que hoje ocupa patamar de celebridade no meio político, principalmente pela expectativa depositada pelo eleitor que o elegeu já no primeiro turno em 2014, sem chances para os concorrentes ao pleito.

Em recente entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Taques pautou, claro, o momento político vivido em Brasília. Conhecedor dos bastidores da capital Federal, o governador de Mato Grosso tem propriedade para toda e qualquer avaliação, do ponto de vista da conjuntura e estratégias governistas e de oposição no caso do rito de impedimento.

Taques chama de "golpe" a convocação de novas eleições caso seja praticado o impeachment da presidente da República. Também não defende apoio tucano ao governo de Michel Temer em caso de posse do vice. Nesta linha, entende-se que, para o governador, o PSDB continuará com sua oposição. "Essa é uma questão que tem de ser definida no âmbito do partido, e quem fala pelo PSDB é o (senador e presidente do PSDB) Aécio Neves. Mas eu não defendo a participação de pessoas e o debate sobre cargos. Esse não é o nível de discussão que o PSDB deseja. Defendo o impeachment e fui o primeiro governador a defender isso. No pós-impeachment precisamos de um governo de reconciliação nacional. Defendo que não ocorra a participação dos quadros do PSDB no governo", disse.

Também sobre Aécio, citado por vezes em delações diferentes nas investigações da Polícia Federal durante a operação Lava Jato, Taques defendeu o colega tucano. "O fato de alguém ser citado em uma delação não significa absolutamente que seja investigado ou culpado. Juridicamente a delação só se concretiza quando ela se comprova". Aproveitou, ainda, para parabenizar o juiz Sérgio Moro frente às investigações e rebateu os argumentos de julgamento seletivo por parte do Judiciário. "O Ministério Público não é situação nem oposição. Ele é Constituição".

Para fechar, Taques foi direto no coração da crise política. Chamou de comitê eleitoral a serviço de Lula o Palácio do Planalto.