SUSPEITA DE LEISHMANIOSE
Causa da morte de criança aguarda resultados de exames
Vigilância Epidemiológica segue com investigações do caso e ações preventivas nos bairros
11 de Abril de 2016, 10h44
A Santa Casa de Rondonópolis e o departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde confirmaram o óbito, no último dia 7, do menino de 1 ano que estava internado desde o dia 25 de março com suspeita do caso mais agressivo da leishmaniose. Não está confirmada, porém, a causa da morte da criança.
Procurados pela GazetaMT, ambos informaram que será preciso o aguardo dos resultados de exames e investigações para atestar se foi ou não a leishmaniose a causadora da morte. Por conta desta etapa, na declaração de óbito não consta a doença.
Os procedimentos estão a cargo da Vigilância Epidemiológica e a expectativa é que já no próximo dia 12 seja divulgado o resultado de um destes exames. Testes para a verificação de outras doenças também foram realizados.
Se comprovada a morte por leishmaniose, será, segundo os números apresentados pela Secretaria de Saúde, o primeiro caso confirmado. O tipo mais agressivo da doença é a visceral, que ataca órgãos como baço, fígado e medula óssea. Quatro casos desta manifestação foram confirmados em 2016 no município, mas nenhum, no entanto, com confirmação de óbito.
Além desta, existe a manifestação da leishmaniose conhecida como Tegumentar, que ataca os tecidos da pele. Em Rondonópolis, seis casos foram confirmados em 2016. Quando neste tipo de manifestação, a doença não causa leva o paciente à morte.
Já como medida preventiva, desde o dia 5 deste mês, esquipes treinadas pela Secretaria de Saúde realizam ações de bloqueio químico nas regiões com indícios de epidemia. Como a dengue, a leishmaniose também é transmitida por mosquito. O "palha", como é chamado, transporta a doença de animais, como cães, e gatos contaminados. Febre prolongada, perda de peso, anemia e o crescimento da barriga são sintomas da leishmaniose.