CONSÓRCIO REGIONAL
Prefeitura espera contratação de mais médicos para suprir buraco na Saúde
Nove unidades centro e posto de saúde estão sem médicos especialistas e clínicos gerais
11 de Abril de 2017, 09h34
A Prefeitura de Rondonópolis, por meio do departamento de Atenção Básica das rede municipal de Saúde, confirmou a falta de profissionais médicos especialistas e clínicos gerais para atender a população em nove unidades do município, entre centros e postos de Saúde. No último dia 4, um novo edital de chamamento foi aberto por meio do Consórcio Regional que firmou contrato terceirizado com o Executivo.
Pelo consórcio, R$ 53 milhões estão previstos para saírem dos cofres do município. No novo edital aberto, previsto para conclusão já na próxima segunda-feira, 17, o ganho é à parte. Prevê o contrato, válido por nove meses, que cada profissional contratado receba por produtividade, ou seja, por cada consulta prestada.
Ainda via Consórcio, apenas cargos de clínico geral poderão ser ocupados. Para o cargo de médico especialista não se admite tal modelo de contratação. Seguem sem profissionais as Unidades de Saúde dos bairros: Jardim Paineiras, Vila Goulart, Verde Teto, Policlínica Central, São Francisco, Policlínica Itamaraty, Conjunto São José, Vila Paulista e Nossa Senhora do Amparo.
Concursados
As explicações foram fornecidas pelo gerente da Atenção Básica de Rondonópolis, Marcelo Miranda. À reportagem, esclareceu, ainda a situação atual dos profissionais aprovados em concurso público e não aceitos pelo Executivo. "Ainda existe a possibilidade de serem chamados (os concursados). Este edital é para a contratação via Consórcio até que se resolva toda esta situação", explica.
A possibilidade, caso chamados os concursados, diz Miranda, é a de atuação simultânea junto aos terceirizados. "Não haverá problemas no orçamento do município, uma vez que o contratado receberá por consulta", defende.
Em anos anteriores, diz, ainda, Miranda, o que havia eram profissionais contratados de forma incorreta, situação que a atual gestão tenta solucionar. "A gestão anterior contratava pelo PSF (antigo programa de Saúde da Família, atual ESF, do Governo Federal) e isso não estava certo. Comprometia, inclusive, recursos federais destinados à Saúde. O que nós estamos fazendo é a destinação correta dos recursos e solucionando estes problemas".
Recurso perdido
Ainda à reportagem, o gerente se manifestou sobre reportagem publicada pelo GazetaMT na tarde de ontem, 10, sobre o recurso do Ministérios da Saúde perdido pelo município sob a alegação de irregularidade da documentação apresentada pelo Executivo ao órgão Federal.
Na versão dada pelo gerente, "o que houve foi a suspensão por apena um mês de um recurso em torno de R$10 a R$ 12 mil. No mais, não haverá impacto ou risco de precarização da Saúde em Rondonópolis, até porque este recurso se refere a uma única Unidade. E mais, assim que resolvermos o impasse, já nos próximos dias, o Ministérios da Saúde retomará a destinação de recurso, pagando, inclusive, o valor retroativo".