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Agentes penitenciários aprovados em concurso do Estado cobram apoio da Câmara
Na Mata Grande, em Rondonópolis, que recebeu recentemente mais 100 presos da capital, falta estrutura e sobra superlotação
11 de Abril de 2018, 16h01
Aprovados no mais recente concurso público do Estado para os cargos de agentes penitenciários se mobilizaram no Plenário da Câmara dos Vereadores de Rondonópolis durante a sessão ordinária desta quarta-feira. Ao todo, mais de 120 candidatos do município aguardam pelo chamamento e cobram apoio do Poder Legislativo na articulação política junto ao Governo do Estado.
O concurso foi realizado em novembro de 2016, teve um total de 5 fases até a aprovação. Ofereceu vagas para cadastro reserva aos cargos de agente penitenciário e profissionais de nível superior (advogados, psicólogos, entre outros). A homologação ocorreu em fevereiro de 2018, data em que Governo do Estado prometeu, para o início de abril, o chamamento. O prazo não foi cumprido.
A situação do sistema penitenciário no Estado se agravou após a transferência de mais de 100 presos da capital para unidades prisionais do interior do Estado após ameaças de presos a agentes. A exemplo, na penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mara Grande, em Rondonópolis, que recebeu mais de 100 reeducandos nesta leva, a situação é de calamidade. Falta estrutura, sobra superlotação.
Em uma lista extraoficial de possíveis convocados, publicada por alguns veículos de imprensa do Estado, nenhum nome de ou para Rondonópolis. A categoria cobra por estrutura e investimento, além de quantidade ideal de profissionais atuando no presídio. "Nosso número está muito abaixo do que é o indicado. Um agente para cada cinco reeducandos. Para atingir esta meta precisamos de pelo menos mais 80 profissionais por plantão, sendo quatro plantões ao todo", avalia Vagner Silva de Jesus, representante dos aprovados de Rondonópolis.
Recentemente, por meio do fundo penitenciário, o Governo do Estado adquiriu coletes a prova de balas, sprays de pimenta e outros equipamentos para agentes penitenciários de outras cidades, valor aquém, ainda segundo Jesus, para garantir o funcionamento ideal do sistema. "Foram R$ 52 milhões de reais recebidos pelo fundo penitenciário, mas o Estado não investiu. Vai, inclusive perder o recurso", aponta. "Sem o mínimo para trabalhar, não conseguimos fiscalizar o que entra no presídio, não temos segurança. Ordens e crimes são dados e pensados de dentro das celas. Ali está a base, a raiz do crime organizado", finaliza.