sala-cofre

Lugar mais protegido de Mato Grosso passa por teste de segurança

O espaço é utilizado para armazenar informações da própria secretaria, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Politec

por GazetaMT

11 de Abril de 2018, 08h15

Lugar mais protegido de Mato Grosso passa por teste de segurança
Lugar mais protegido de Mato Grosso passa por teste de segurança

A sala-cofre da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) passou por teste para atestar o grau de segurança. A simulação, que é realizada uma vez ao ano, mostrou que o local está em perfeito funcionamento e protegido, principalmente contra incêndios. A sala-cofre também é resistente a gás, inundações e disparos de armas de fogo e possui certificação da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT).  

O espaço é utilizado para armazenar informações da própria secretaria, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Na sala-cofre são armazenados, por exemplo, cerca de 300 mil boletins de ocorrência ao ano, imagens capturadas pelas 102 câmeras do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública e dados dos quase quatro milhões de carteiras de identidade feitas em Mato Grosso.  

Para não haver a interrupção do armazenamento ou perda de dados, a sala-cofre possui sistemas redundantes de energia composto por dois transformadores, dois grupos moto-geradores e dois nobreaks capazes de manter o centro em funcionamento por vários dias em caso de falta de energia.

O teste, chamado de ensaio não destrutível, foi realizado pela empresa Green4T. Na simulação é feita a pressurização e a despressurização do local. "Com o teste é possível obter o índice de micro vazamento, garantindo assim que a sala está dentro dos parâmetros de estanqueidade", detalhou o representante da Green4T, Rômulo Pimenta.

A simulação é necessária para a continuidade da certificação da sala-cofre. "É um documento para certificar que esta sala atende os parâmetros de funcionamento em temperatura e umidade, garantindo o funcionamento do data center continuamente, sem oscilações", completou Pimenta.

O superintendente de Tecnologia da Informação da Sesp, Walmir Oribe, ressalta que o teste é importante. "A averiguação da sala cofre mostra que o Estado está tomando todas as providências necessárias para manter as informações preservadas e seguras".

Em Mato Grosso são apenas duas salas-cofre. A da Sesp foi criada em 2014, como exigência para a realização da Copa do Mundo, e conta com 36 metros quadrados e possui capacidade para arquivar 240 terabytes de dados. A sala-cofre da Sesp tem um sistema de ar-condicionado com três máquinas de alta precisão e capacidade que operam em rede, garantindo o controle de temperatura e umidade do interior. Walmir diz ainda que "a Sesp conta atualmente com a melhor instalação possível para preservação de informação e processamento".

A entrada de pessoas na sala-cofre é feita por meio de identificação biométrica e o interior possui câmeras que monitoram as atividades dos técnicos. O espaço ainda possui detectores de pré-incêndio e fumaça, sendo equipada com sistema de combate a incêndio que evita perda dos componentes eletrônicos. "O sistema detecta micropartículas, não precisa nem ser fumaça. Qualquer coisa que possa provocar um incêndio o sensor dá o alarme, se houver aquecimento do cabo e vier a ter fumaça é acionado um segundo estágio, que dispara um gás", explicou gerente de Operações da Sesp, Alison Lima. 

Além da invasão física, a sala-cofre também atua contra possíveis ataques virtuais por meio dos firewalls que estão na Empresa Mato-grossense da Tecnologia da Informação (MTI) e na própria Secretaria de Estado de Segurança Pública.