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Bezerra fala sobre Sanear, Travessia Urbana e diz que cassação reforça Fórum Suprapartidário
Em entrevista coletiva o presidente do PMDB disse que erro do Sanear precisa ser sanado e classificou obra na BR-364 como 'degradante'
11 de Maio de 2012, 20h08
O deputado federal e presidente estadual do PMDB, Carlos Bezerra, criticou nesta sexta-feira (11) a decisão do Sanear de despejar esgoto 'in natura' no Rio Vermelho e pediu a união da sociedade para suportar os efeitos administrativos causados pela cassação do prefeito José Carlos do Pátio. As declarações foram dadas em entrevista coletiva a imprensa, realizada na sede do diretório municipal do PMDB em Rondonópolis.
A cassação do prefeito e as consequência políticas da decisão foram os temas que ocuparam a maior parte da entrevista. Ele considerou lamentável a situação de Pátio, reclamou do 'tratamento duro' dispensado pela Justiça Eleitoral, mas, apesar de reconhecer que TSE ainda pode reverter a cassação do prefeito, fez um discurso de quem considera o quadro irrevogável.
O parlamentar destacou várias vezes a serenidade demonstrada pelo próprio prefeito e pelo presidente da Câmara, Ananias Filho, e ressaltou a importância da união da classe política daqui para frente.
"O importante agora é que ocorra um bom entrosamento entre todos. A sociedade, os deputados estaduais e federais, os senadores, toda a classe política precisa se unir neste momento para evitar que a cidade padeça, e as obras paralisem. O município não pode ser prejudicado", defendeu Bezerra
O presidente do PMDB admitiu que a cassação do prefeito deve afetar os projetos eleitorais do PMDB, mas minimizou eventuais prejuízos políticos. Caso tenha sua cassação confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral o prefeito perderá também os direitos políticos por um período de oito anos, ficando inelegível já para o pleito deste ano.
"Ele (Pátio) é um quadro importante, mas o PMDB tem muitos quadros e também integra o fórum formado por 15 partidos para discutir a sucessão municipal aqui em Rondonópolis. Esse fórum tem agora uma importância maior, e vai encontrar um candidato que seja aprovado pela população de Rondonópolis para fazer o governo que nós almejamos", declarou Bezerra.
Administração
O deputado federal falou também sobre os dois maiores problemas enfrentados atualmente pela Prefeitura, a paralisação das obras da travessia urbana e o despejo de esgoto sem tratamento no Rio Vermelho pelo Sanear.
Bezerra classificou a situação da travessia urbana como 'degradante' e disse confiar nas promessas feitas pela Prefeitura durante a reunião promovida pela ACIR para discutir o assunto. "Naquela reunião eles (Prefeitura e empreiteira) se comprometeram a pelo menos pavimentar aquele trecho que está em terra, que foi arrancado o asfalto. Esperamos que isso ocorra imediatamente, porque está insuportável. Insuportável e feio para a cidade. É degradante", reclamou
Em relação ao crime ambiental, Bezerra reconheceu que o Sanear errou, mas acredita que a falha foi 'uma precipitação de boa fé'. Segundo o parlamentar, a direção do Sanear foi induzida ao erro devido a pressão do BNDES para que as obras sejam concluídas até o final deste ano.
"Eles (Sanear) deveriam ter reunido o Conselho Municipal do Meio Ambiente, os técnicos e tentado encontrar uma solução adequada. Mas, na pressão, acharam que deveriam fazer tudo imediatamente e se precipitaram. Foi um erro que precisa ser sanado. O promotor de Justiça, a Prefeitura, o órgão de saneamento da cidade precisam ter juízo e encontrar uma saída o mais rápido possível para essa questão", sugeriu.
A proposta de Bezerra foi concretizada horas depois, já no fim da tarde de sexta-feira, em uma audiência mediada pelo juiz da Vara Ambiental, Leomir Luvizon. Trata-se de um acordo formal, também assinado pela Polícia Civil, que suspendeu as prisões contra os diretores do Sanear e permite provisoriamente o lançamento de esgoto semi-tratado no Rio Vermelho. Em troca a Prefeitura se comprometeu a agilizar as obras de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto.