Bom senso e saúde
Moradores reclamam de odor produzido por empresa de charque
Segundo populares, líquido que rega recente plantação do estabelecimento é a causa do mau cheiro
11 de Maio de 2016, 16h10

Moradores do Residencial Faria estão insatisfeitos com os incômodos que a empresa instalada no bairro está produzindo após a fabricação de charque, pois segundo eles, irrigam uma plantação de coqueiros com a água que trata a carne e causa um terrível mau cheiro. Ontem eles se reuniram para realizar a reclamação junto ao GazetaMT e pedem providencias das autoridades.
Segundo o grupo, a empresa, que tem uma quadra destinada para a fabricação da carne está desprezando a prática da "boa vizinhança" e causando problemas junto aos moradores. No momento de aguar a plantação conforme os reclamantes, é que o mau cheiro exala e se torna insuportável. A equipe de redação presenciou o momento da irrigação e constatou o fato.
A reclamação se dá não só pelo odor, mas pelas consequências causadas, como ânsia, enjoo, dores de cabeça e constrangimento no recebimento de uma visita na residência, além da atração de insetos.
Conforme o presidente do bairro, Pedro de Souza Soares até mesmo a escola próximo ao local esteve reclamando e pensando em não dar aula por alguns dias pela manhã, pois já teve problemas com seus alunos e professores por conta do mau cheiro, fato esse confirmado pela moradora Luciana Brito que na segunda-feira (09) protocolou na instituição de ensino, um documento justificando a falta de sua filha que estava passando mal devido ao fedor do ambiente.
"As pessoas que visitam nossa casa, perguntam se é a fossa ou algum problema na construção do imóvel. A gente fica explicando que é a empresa em frente de casa que irriga com água podre, cheia de sangue, a recente plantação. É uma falta de respeito e acontece várias vezes ao dia", reclama a moradora Shaiene Freitas Menezes.
Segundo o presidente do bairro, a reclamação é constante e ele diz que a situação é presenciada diariamente. "Antes essa água era despejada na parte baixa do bairro, então apenas alguns moradores sofriam, mas agora está afetando praticamente todo o residencial, todos os dias", explica Pedro.
Pedro diz saber qual a procedência do líquido e que na realidade essa água é utilizada no tratamento da carne. Na sobra dela, misturada com sangue e dejetos é adicionado um produto químico para o tratamento e devido a este tratamento com produtos fortes, ela não pode ser jogada no rio e que seu destino tem sido o terreno que onde estão tais plantas.
"Sabemos que na verdade é produto químico que está sendo jogado e tememos pela nossa saúde. Disseram que a vigilância veio fiscalizar e que a papelada está em dia, mas a forma do tratamento e escoação dessa água precisa ser revista, se fala tanto em saúde nos dias de hoje, não podemos deixar acontecer isso com nossos moradores. Depois de tantas reclamações, o poder público precisa tomar uma providência", cobra Pedro.
Eva Monique que estava entre o grupo de reclamantes diz que além do problema do odor impedir sua família de almoçar ou jantar, a quantidade de moscas e mosquitos está insuportável. "O cheiro atrai esses insetos. A situação é degradante", desabafa a moradora.
Tentamos contato por várias vezes com a empresa para justificar e ouvir o lado da empresa. De manhã, por duas vezes, o funcionário que atendeu nossa ligação informou que o proprietário estava na produção e retornaria a ligação. Já no período da tarde, por duas vezes também tentamos contato e outro funcionário disse que o empresário não estava no estabelecimento e pediu para retornarmos em outra data, sem nenhum agendamento.