VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT II
Petista Mauro Campos corrobora clima de despedida de Dilma em Brasília
11 de Maio de 2016, 16h50
No dia em que o plenário do Senado decide o futuro da presidente Dilma Rousseff (PT) frente ao cargo maior da República, o vereador de Rondonópolis pelo PT Mauro Campos dedicou seu pronunciamento na Tribuna da Câmara para a defesa do atual governo. Para o vereador, porém, já não há mais a possibilidade, caso aprovado o período de afastamento, de um retorno ao posto. A votação segue na Casa Federal.
Se aprovado o processo contra a presidente, como é esperado em Brasília, Dilma se afasta do cargo para preparar sua defesa pelo período de 180 dias corridos. Neste tempo, quem assume é o vice Michel Temer (PMDB), que já possui quase todos os indicados a ministérios e componentes do plano "Uma ponte para o futuro" fechados. Entre eles, o senador por Mato Grosso Blairo Maggi (PR), que confirmou o convite e se disse honrado em assumir o Ministério da Agricultura.
Em seu discurso, deixando transparecer um posicionamento, no mínimo, desgostoso Campos atacou as circunstâncias do atual processo hoje (12) em votação no Senado. "O povo brasileiro jamais se esquecerá deste dia. O dia do golpe que desonrou o voto de 54 milhões de brasileiros. O que está em votação não é o mérito da presidente Dilma, mas sim um conchavo político formado pelos corruptos que hoje a julgam. A casa está armada, e Dilma não conseguirá voltar", disse.