RESSOCIALIZAÇÃO
Projeto do NAI foi apresentado na Câmara de Vereadores
Promotoria mostra como vai ser a obra que deve promover a ressocialização de jovens
11 de Maio de 2017, 08h36
O promotor da Infância e Juventude Ari Madeira e o secretário-adjunto de justiça Eneas Figueiredo Júnior, apresentaram o projeto do Núcleo de Atendimento Integrado - NAI, que vai incorporar órgãos do judiciário como Ministério Público, Defensoria Pública e Segurança Pública, destinado ao atendimento inicial dos adolescentes autores de atos infracionais, durante a sessão da Câmara desta quarta-feira, 10.
O Projeto de Lei nº 052, que autoriza a doação ao Governo do Estado de uma área de 20 mil metros quadrados, foi aprovado na sessão do dia 3, pela maioria dos legisladores. O promotor, em visita à Casa de Leis, explicou que parte do terreno já havia sido doado há sete anos e que os outros vinte mil metros quadrados servirão para executar uma extensão do projeto. 
"A doação desta área vai dar ainda mais qualidade ao Núcleo. O espaço é uma escola fechada e vai ser construído em Rondonópolis por ser uma cidade polo e por termos aqui um número considerável de menores infratores. O que temos em Rondonópolis hoje de estrutura para o atendimento aos adolescentes não pode ser considerado um Núcleo para ressocialização. Não tem espaço, estrutura e sequer segurança adequadas. Precisamos dar condições aos servidores que buscam a recuperação desses menores infratores e também a eles, que podem voltar à sociedade com outra visão", argumentou Madeira.
Os vereadores que não apoiaram o projeto do Executivo que doou o terreno que vai agregar maior estrutura ao Núcleo, João Mototaxi (PSL) e Vilmar Pimentel (SD), se retiram do Plenário da Câmara durante a apresentação do Projeto. O promotor Ari Madeira já havia tentado explicar aos dois vereadores que votaram contra a doação de mais esta área para a construção do NAI, que ser contra um projeto de ressocialização e ser contra a recuperação de menores que muitas vezes não tiveram nenhuma oportunidade na vida. Outro argumento do promotor da infância e juventude é que discriminação, hoje, também é crime.