TESTES POSITIVOS

Na linha de frente do combate ao coronavírus em Rondonópolis, profissionais da rede pública de Saúde seguem afastados

Em nota, Secretaria Municipal de Saúde confirmou que quatro foram contaminados pela doença

por Robson Morais - De Rondonópolis

11 de Maio de 2020, 08h05

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Divulgação

Na “linha de frente” das ações de combate ao novo coronavírus no município, quatro profissionais da Saúde seguem afastados da Rede Pública após confirmados os exames positivos para a doença. A informação foi confirmada hoje (11) pela Secretaria Municipal de Saúde.

“A Secretaria Municipal de Saúde informa que até esta segunda-feira (11) Rondonópolis conta com quatro profissionais de saúde afastados por testarem positivo para o Covid-19. São eles: uma enfermeira da UPA, dois biomédicos do Hospital Regional de Rondonópolis e um médico da rede particular”, disse em nota.

Início de maio

No início de maio, oito funcionários do Hospital Regional haviam sido afastados. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde. Até àquele momento, conforme a direção do hospital, nenhum testara positivo para a covid-19, o afastamento era uma medida de segurança.

Estado

Também no início do mês, a Secretaria Estadual de Saúde informou que 20 profissionais da saúde da Unidade III do Centro Integrado de Atenção Psicossocial (Ciaps) Adauto Botelho, em Cuiabá, que trata da recuperação à dependência de álcool e outras drogas, em Cuiabá, foram diagnosticados com Covid-19. De acordo com a SES, todos os profissionais que testaram positivo ou que mantiveram qualquer tipo de contato com os diagnosticados cumpriram ou estão cumprindo regime de isolamento ou quarentena.

A maioria dos casos apresentou sintomas leves ou não apresentou sintomas. A secretaria disse que fez a desinfecção das instalações da unidade e faz acompanhamento e o rastreamento individual dos casos, para monitorar também as famílias e os contatos dos envolvidos.

Há duas semanas, um dos profissionais infectados morreu após ficar 37 dias internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com a doença. Athaide Celestino da Silva era enfermeiro há 37 anos e estava internado na UTI de um hospital particular da capital desde o dia 26 de março. Ele respirava por ventilação mecânica, era cardiopata, hepatopata e hipertenso, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

Além dele, uma outra enfermeira, de 49 anos, está internada há mais de um mês em uma UTI, em estado grave, após ser infectada pela doença. Ela faz parte do grupo de risco por ter diabetes.

Hospital Julio Muller

Em abril, oito funcionários do Hospital Júlio Müller estão infectados com o novo coronavírus (COVID-19). Dentre eles há médicos residentes, médicos assistentes e técnicos de enfermagem. A informação foi confirmada pela assessoria do hospital.

À época, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou em entrevista que atualmente, em todo o Estado de Mato Grosso, 74 profissionais de saúde já foram infectados pela covid-19. Ele salientou que nem todos precisaram ficar internados e a grande maioria cumpre isolamento domiciliar. Um enfermeiro do Hospital Adauto Botelho, de 63 anos, veio a óbito em Cuiabá após contrair a doença e ficar 37 dias internado.