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Wellington pede prorrogação de incentivos para setor ferroviário

Defensor da proposta dos multimodais, o parlamentar considera que os investimentos em ferrovias são essenciais para o avanço do Brasil

por GazetaMT

11 de Agosto de 2015, 08h00

Wellington pede prorrogação de incentivos para setor ferroviário
Wellington pede prorrogação de incentivos para setor ferroviário

Defensor da proposta dos multimodais, o parlamentar considera que os investimentos em ferrovias são essenciais para que Brasil avance em direção à sonhada competitividade na produção.

O senador Wellington Fagundes (PR-MT) apresentou emenda à Medida Provisória 685 para assegurar a prorrogação do prazo de vigência do benefício instituído pela Lei 11.033, a Lei do Reporto, ao setor ferroviário. A medida garante a desoneração do Imposto sobre Importação, IPI, PIS e Cofins. "Caso não ocorra essa renovação - alertou o senador republicano - o setor sofrerá grandes impactos, os quais poderão inviabilizar, inclusive, a continuidade de empreendimentos vitais para o Brasil".

Defensor da proposta dos multimodais, Wellington considera que os investimentos em ferrovias são essenciais para a correção de um erro histórico e, ao mesmo tempo, permitir que o Brasil avance em direção à sonhada e importante competitividade na produção. Ele enfatizou que a matriz de transporte no Brasil "é bastante desbalanceada", se comparada com outros países de dimensões semelhantes como Rússia, Canadá, Estados Unidos e Austrália.

Wellington observou que há uma reconhecida ineficiência no setor de transportes do Brasil, centralizado nas rodovias, que gera custos adicionais à produção e evidencia a perda de competitividade, com o aumento no tempo das viagens devido às precárias condições das estradas, a maioria com problemas de conservação. Fato, inclusive, responsável por boa parte dos acidentes.

A emenda, de acordo com o senador, é fruto de uma discussão com operadores do sistema e investidores preocupados com o fim dos incentivos, diante dos elevados valores de investimentos. Em 2014, as concessionárias ferroviárias de carga investiram R$ 5,8 bilhões em suas malhas.

Ao longo dos últimos anos, foram investidos R$ 44 bilhões em vias permanentes, veículos e equipamentos ferroviários, entre outros, visando o aprimoramento da qualidade, competitividade e pontualidade dos serviços prestados a milhares de empresas brasileiras que dependem do modal ferroviário. "É preciso dar continuidade à desoneração, especialmente agora que estamos diante de um ousado Programa de Investimentos em Logística, com forte viés no segmento ferroviário" - salientou.

Lançado no começo de junho, o Programa de Investimento em Logístila 2015 projeta investimentos na ordem de R$ 86,4 bilhões. Na Ferrovia Norte-Sul, serão R$ 7,8 bilhões nos trechos de Palmas (TO) - Anápolis (GO) e Barcarena (PA) - Açailândia (MA); e R$ 4,9 bilhões entre Anápolis (GO), Estrela D´Oeste (SP) e Três Lagoas (MS). A concessão da ferrovia entre Lucas do Rio Verde (MT) e Miritituba (PA) custará R$ 9,9 bilhões. Também estão previstos investimentos de R$ 7,8 bilhões para a construção da ferrovia que ligará o Rio de Janeiro (RJ) a Vitória (ES).

Além disso, há projeção de R$ 40 bilhões para o trecho brasileiro da Ferrovia Bioceânica, que interligará o Centro-Oeste e o Norte do país ao Peru, investimento estratégico para o escoamento de produção agrícola via Oceano Pacífico até os mercados asiáticos.