Sem saída
Com acesso ao bairro interditado, moradores do João Antônio Fagundes cobram rua da prefeitura
A via, que não é pavimentada, existe há tempos e foi interditada por conta de uma determinação judicial
11 de Agosto de 2015, 16h48
Moradores do residencial João Antônio Fagundes estão revoltados com o fechamento de uma via que dá acesso ao bairro. A via, que não é pavimentada, existe há tempos e foi interditada por conta de uma determinação judicial, prejudicando os moradores, que a utilizavam para chegar até os bairros vizinhos e a região central da cidade.
De acordo com o presidente do bairro, André Luiz Rodrigues, o popular André Maravilha, a rua foi interditada na manhã da última sexta-feira, 7, e surpreendeu os moradores, acostumados a usar a via de terra para irem do bairro para o centro da cidade e para os bairros vizinhos. "Nós ficamos assustados com essa interdição, as pessoas ficaram revoltadas e queremos uma explicação e uma solução para o caso. Não tivemos nenhuma explicação para o caso, mas há uma placa no local, que diz que ela não tem licença ambiental para existir, mas eu não entendo para que licença ambiental, pois você não vê ali nenhuma nascente, nenhuma árvore naquele local para causar esse alvoroço todo", explicou.
Ainda de acordo com ele, o bairro já existe a um ano e oito meses e sempre foi usada pelos moradores e pelos estudantes, que usam ela para ir para a escola o Parque São Jorge ou do residencial Farias. "São 499 famílias só do João Antônio que dependem dessa via, que precisam dela para a entrega de compras, materiais de construção e outras coisas. Eles me cobram para que eu cobre uma alternativa do poder público. O nosso prefeito Percival (Muniz) é uma pessoa muito culta e nós sabemos que o que ele faz mesmo é abrir ruas, mas nesse caso ele fechou nosso acesso. Nós precisamos de uma rua legalizada pois há muitos bairros ali que não são interligadas por outras vias. É um sonho termos mais saídas ali", afirmou.
Outro lado
Em contato com a Assessoria de Comunicação da prefeitura, a reportagem do site GazetaMT foi informada de que a via foi interditada por determinação judicial e que a mesma não tem licença ambiental, além de que por ela passa um 'linhão' da Eletronorte, impedindo que a área seja usada como rua.
Como se trata de uma área particular, a prefeitura não pode abrir uma rua para os moradores do bairro, mas a boa notícia é que há a previsão de que seja construída a segunda etapa do residencial, que ficará anexa ao bairro e contará com ruas, que também servirão aos moradores da primeira etapa do residencial João Antônio Fagundes. A má notícia é que ainda não há uma previsão para o início das obras.