Seis anos

Sob protestos, Câmara aprova pela segunda vez aumento de prazo para mototaxista

Alteração anterior foi considerada nula e Procuradoria da Prefeitura queria reduzir o prazo para a troca das motos

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11 de Setembro de 2013, 21h12

Sob protestos, Câmara aprova pela segunda vez aumento de prazo para mototaxista
Sob protestos, Câmara aprova pela segunda vez aumento de prazo para mototaxista

Mototaxistas colaram cartazes criticando proposta de redução do prazoUma situação marcada por fatos bizarros, obrigou a Câmara Municipal de Rondonópolis a aprovar novamente nesta quarta-feira (11) a prorrogação do prazo para a troca dos veículos utilizados pelos mototaxistas. A categoria chegou a ter o risco de ver o prazo reduzido por conta de um projeto enviado na última hora pelo Executivo. Houve protestos, inclusive de vereadores, e o 'mal entendido' acabou sendo contornado com uma emenda coletiva aprovada por unanimidade.

A confusão começou com a descoberta de que o projeto aprovado na semana passada, ampliando de cinco para seis anos o prazo para a troca de veículos, não tinha validade. Nem o autor, Mauro Campos (PT), e nem os membros das comissões legislativas de Constituição e Justiça, Redação e também de Transportes e Trânsito perceberam que a emenda se referia a uma Lei de 2001, já revogada - portanto sem validade.

Para piorar, a Procuradoria Jurídica da Prefeitura enviou, com pedido de urgência, um projeto modificando a que está em vigor, de 2011. Porém, ao invés de ampliar, este projeto reduzia para apenas três três anos o prazo para a troca dos veículos. O detalhe é que, como o prefeito e o vice estão em viagem, o projeto foi assinado pelo próprio procurador-geral, Edinaldo Carvaho Aguiar.

Protestos
Praticamente todos os vereadores criticaram a proposta do Executivo. Adonias Fernandes (PMDB), disse que em nove anos de mandato foi a segunda vez que viu um procurador enviar projetos à Câmara. "A outra vez foi na gestão do ex-prefeito José Carlos do Pátio, mas era para aprovar benefícios para os servidores. Agora é para prejudicar uma categoria e não podemos aceitar isso", reclamou.

Vereadores agiram rápido para elaborar emenda visando corrigir a 'falha'O presidente Ibrahim Zaher (PSD) também criticou os argumentos apresentados pelo procurador para justificar o projeto. "Estas motos passam por revisões frequentes e não haverá riscos à segurança se aumentarmos o prazo para seis anos. O que é preciso é que a fiscalização sobre o serviço ocorra com eficiência e regularidade", avaliou.

Já o vereador Thiago Muniz, que é líder do PPS na Câmara, sugeriu que a decisão da procuradoria de encaminhar a nova proposta foi tomada sem o conhecimento do prefeito Percival Muniz (PPS). "Se aproveitaram da ausência do prefeito. Ele certamente não foi comunicado sobre isso. Mas há males que vem para o bem. Poderemos agora usar o próprio projeto do procurador para agilizar a mudança na lei, cumprindo o compromisso firmado com os mototaxistas ".

Em consenso, os vereadores elaboraram rapidamente uma emenda coletiva incluindo o prazo de seis anos no projeto do Executivo. O texto, agora indicando corretamente a lei modificada, foi aprovado por 20 vereadores - já que o presidente só vota em caso de empate. A mudança ainda precisa ser sancionada e publicada para entrar em vigor.