PARA REFLETIR

Comissão da Pastoral da Terra realiza evento no dia nacional do cerrado

O encontro contou com a presença de comunidades de assentamentos e escolas rurais do Município

por EMERSON DOURADO

11 de Setembro de 2014, 17h33

Comissão da Pastoral da Terra realiza evento no dia nacional do cerrado
Comissão da Pastoral da Terra realiza evento no dia nacional do cerrado

 

O 11 de setembro é comemorado o dia Nacional do Cerrado, em Rondonópolis, a comissão da pastoral da terra organizou um evento para comemorar a data, na Praça Brasil, no centro da cidade. Com a participação de escola e comunidades da zona rural da cidade, o intuito foi levar uma mensagem de alerta para o crescente desmatamento deste importante ecossistema e rico em recurso hídrico.

Após a abertura, um café da manhã foi servido para os presentes, com chás medicinais de plantas do cerrado e logo após a apresentação de alunos da escola rural 14 de agosto do assentamento Chico Mendes. “ O cidadão pode experimentar alguns tipos de chás de planta do cerrado e conhecer um pouco o poder medicinal delas”, disse Baltazar Ferreira de Melo, integrante da Pastoral da Terra e organizador do evento.

 Um ciclo de minipalestras sobre o tema também marcou o dia nacional do cerrado. O Secretário de Meio Ambiente, Lindomar Alves falou sobre a vida e morte do cerrado e suas consequencias, na sequencia Benedita Ribeira da comunidade do Bananal, explanou sobre a importância da conservação das nascentes e para finalizar, Baltazar de Melo apresentou para os presentes inúmeras plantas medicinais do cerrado e suas aplicações e até mesmo em um ambiente urbano, como a Praça Brasil é possível se encontrar este tipo recurso. “Aqui é possível percebemos a presença de uma planta medicinal, a casca do Ipê pode ser usado como chá, para doenças respiratórias e tem ação anti-inflamatória.  A conservação do cerrado é muito importante, porque estamos cada vez mais perdendo espaço para a agricultura ostensiva e assim acabando com nossos recursos naturais como as nascentes”, comentou.

SEM VOLTA

Nas últimas décadas, de acordo com dados do IBAMA/MMA, houve uma redução de 48,4% do Cerrado. A taxa de desmatamento anual é de 0,69%, maior até que da Amazônia e dos demais biomas brasileiros. Se o ritmo continuar acelerado, estima-se um prazo de 40 a 50 anos para o completo desaparecimento de seus recursos florestais. Atualmente, apenas 3% do Cerrado está efetivamente protegido em unidades de conservação (UC).