Sem comunicação

Após nove meses de gestão Fulô, Câmara continua sem assessoria de comunicação

por GazetaMT

11 de Setembro de 2015, 06h00

Após nove meses de gestão Fulô, Câmara continua sem assessoria de comunicação
Após nove meses de gestão Fulô, Câmara continua sem assessoria de comunicação

Nove meses após o retorno do vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), para o comando do Legislativo rondonopolitano, a assessoria de comunicação da Câmara continua capengando e sem jornalistas para noticiarem as ações do Parlamento e para esclarecer dúvidas de jornalistas que a procuram.

Apesar de muito educados e solícitos, a equipe comandada pelo cerimonialista Hermélio Silva é pouco traquejada no manuseio da informação e peca pela forma como encaminha a solução para os questionamentos dos profissionais da área, notadamente por se tratar de pessoas que sempre atuaram fora do meio jornalístico, denotando o pouco apreço que o presidente do Legislativo tem pelo trabalho da imprensa da cidade.

Em épocas recentes, a assessoria da Câmara possuía um bom quadro de jornalistas, que se envolviam com os atos e eventos dos parlamentares da Casa, sugerindo pautas e enviando releases bem elaborados sobre os projetos aprovados e os trabalhos desenvolvidos pelos vereadores, incluindo-se, é óbvio, as ações do presidente da Câmara.

Hoje, os bem intencionados funcionários da assessoria de comunicação da Câmara se esforçam, mas não podem desenvolver um trabalho para o qual não receberam a devida qualificação profissional, não sabendo prestar nenhuma informação sobre os trabalhos ali desenvolvidos, funcionando como uma espécie de telefonistas, apenas transferindo ligações para os diversos departamentos da Câmara, quando o correto seria que os mesmos obtivessem a resposta aos questionamentos e repassando a mesma para a imprensa.

Sempre que questionado sobre a ausência de profissionais para atuarem na comunicação da Casa, Fulô afirma que espera a conclusão de uma licitação para a contratação de agência de comunicação que ficaria responsável pela contratação dos profissionais, que se arrasta há meses.

Como um pingo significa muito para um bom entendedor, o Buxixo entende que na verdade se trata de puro e simples desprezo pelos preceitos constitucionais da transparência e da publicidade, que não são possíveis sem bons e comprometidos jornalistas atuando no Parlamento.

Fica a dica...