Vetos mantidos
Câmara realiza Sessão Extraordinária para votar vetos do prefeito
Os vetos foram mantidos por 12 votos favoráveis e 4 votos contrários
12 de Janeiro de 2016, 16h31
Os vereadores rondonopolitanos interromperam seu recesso para votarem um pacote de vetos do prefeito Percival Muniz (PPS) a projetos de lei e emendas feitos pelos próprios parlamentares. A dita Sessão aconteceu na manhã dessa terça-feira, 12, e o clima foi tenso, já que grande parte dos edis não concordaram com a forma como o chefe do Executivo encaminhou a questão.
De acordo com o presidente da Câmara, Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), o veto mais importante diz respeito a emendas de vereadores que retiravam dinheiro da Secretaria Municipal de Infraestrutura que seriam destinados para a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), o que levou a diretoria da autarquia a ir até a Câmara defender a manutenção do veto. "As demais emendas dizem respeito a ajuda para eventos e shows evangélicos e católicos, que foram vetadas mas que o prefeito garantiu que vai ajudar. Como a bancada evangélica fez uma emenda, aí a bancada católica se viu no direito de fazer uma também, aí o prefeito vetou, mas prometeu ajudar todas", disse, em tom humorado.
Um dos parlamentares que criticou o encaminhamento dos vetos por parte do Executivo foi o vereador Carlos Vanzeli (PDT), para quem os vetos deveriam ser discutidos individualmente. "A minha crítica está no encaminhamento político que o prefeito deu aos vetos. Nós tivemos cerca de 14 emendas que foram vetadas, das mais variadas. Por que não encaminhá-los de forma individualizada, de forma que nós pudéssemos discuti-los um a um? Quando ele encaminhou todos os vetos num único documento, ele jogou todas as emendas numa vala comum, sendo que algumas tem problemas que envolvem a legislação eleitoral, outras questões técnicas, mas há aquelas que não há nenhum impedimento. Então, eu acho que ele poderia dar um encaminhamento desigual para as emendas desiguais", afirmou.
Vanzeli defendeu um 'modelo mais adequado' de relação entre os poderes, com o Executivo conversando mais com os vereadores sobre projetos e vetos. "A Câmara não pode ser uma chancelaria do prefeito. Ele precisa entender que quando a Câmara apresenta uma emenda ao Orçamento, ela o faz de forma responsável. A Câmara é estabelecida pelo voto, sendo que os 21 vereadores juntos têm mais votos que o prefeito. O prefeito precisa ser alguém que administre a vontade da maioria e a maioria está aqui na Câmara. Na comunhão, nós erramos menos", concluiu.
Apesar das críticas, o vereador garantiu que não ensaia ir para a oposição ao prefeito e os vetos foram mantidos por 12 votos favoráveis e 4 votos contrários.